terça-feira, 20 de setembro de 2011

APOSENIOR, UNIVERSIDADE SÉNIOR: DE COIMBRA À CORUNHA



A Apósenior Universidade Sénior de Coimbra, 
GRUPO DA APÓSENIOR A VISITAR
A TORRE
DE HÉRCULES
 organizou e fez um passeio à Corunha  e Santiago de Compostela.
Coimbra 7horas do dia 17-9-11. Coimbra é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, a maior cidade da região Centro de Portugal e situada na sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 101 069 habitantes. Sendo o maior núcleo urbano é centro de referência na região das Beiras, Centro de Portugal com mais de dois milhões de habitantes.

Porto; paragem, O Porto, é uma cidade portuguesa situada no noroeste da Península Ibérica, sede do município homónimo com 41,66 km² de área, tendo uma população de 237559 habitantes (2011). A cidade é considerada uma cidade global gama, sendo a capital do Distrito de Porto, da Área Metropolitana do Porto e da região estatística do Norte, sub-região do Grande Porto. A cidade metrópole, constituída pelos municípios adjacentes que formam entre si um único aglomerado urbano, conta com cerca de 1.286.139 habitantes,
Entrou a nossa guia de seu nome Graça, simpática e competente. Foi nos lembrando durante o trajecto da nossa viagem de passagens da nossa História, que se mistura com a de Espanha, durante a ocupação pelos vários povos que por aqui estiveram (Celtas, Fenícios, Romanos, Árabes etc,) da cultura e costumes que nos transmitiram, do nosso A.D.N. que com o deles se mistura. A nossa História mistura-se com a de Espanha até muito depois da independência de Portugal por D. Afonso Henriques. Lembrou lendas belas.


Igreja de santo Ildefonso no Porto



 EX:“Os Romanos ao chegarem à Península Ibérica, encontraram, numa das suas províncias ou condados, mais propriamente na Lusitânia, como eles lhe chamariam, um rio de tal beleza assim como os vales que o ladeavam, que eles não se atreviam a passar de uma margem para a outra, a sua beleza encantava quem o fizesse, levando esses aventureiros a esquecer todos os seus amigos, familiares, isto é: a esquecer toda a sua vida passada. Um dia um oficial Romano entendeu que as coisas não podiam continuar assim, e atravessou o Rio do esquecimento, quando chegou à outra margem, chamou os seus soldados, um a um, pelo seu nome, então eles viram que afinal se podia passar para a outra margem, pois, não esqueceriam quem eram. Assim se aventuraram pela Lusitânia. Esse rio é o belo rio Minho, Minius ou Baenis assim chamado pelos antigos. Continua a ser belo. Os Romanos chamavam-lhe o rio do esquecimento, tão grande era a sua beleza”
O Minho (em espanhol e em galego Miño) é um rio internacional que nasce a uma altitude de 750 m na serra de Meira, na Comunidade Autónoma da Galiza e percorre cerca de 300 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico a sul da localidade da Guarda e a norte de Caminha. Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal
Corunha, cidade, Espanha. Chegamos por volta das 14 horas (locais). Almoçamos. Demos uma volta pela cidade; visitamos a Torre de Hércules. O Farol mais antigo do mundo, ainda em funcionamento, data do século II, de onde se tem uma vista maravilhosa sobre o Atlântico. No centro da cidade visitamos a Praça de Maria Pita, erguida em 1860 e principal ponto de encontro entre cidadãos e visitantes, onde fica o edifício do concelho, que alberga a maior colecção de relógios da Europa.

BELA IMAGEM DE UM SER HUMANO
NO VENTRE MATERNO (DOMUS)
  Visitamos o Museu do homem (DOMUS) Muito interessante, a Casa do Homem (em galego Casa do Home) é um museu cultural de carácter científico erguido no Passeio Marítimo de Riazor da cidade da Corunha na Comunidade Autónoma da Galiza (Espanha). É o primeiro museu interactivo que trata de uma forma global e monográfica o ser humano. Foi inaugurado a 7 de Abril de 1995.
O museu, pretende divertir o visitante, estimular a sua curiosidade e suscitar a reflexão acerca das características da espécie humana mediante a interactividade e da interdisciplinaridade. O seu lema é "Conhece-te a ti mesmo", frase que figurava no Templo de Apolo em Delfos e que Platão atribui aos Sete Sábios da Antiga Grécia.
Corunha 9 horas do dia 18-9-11, A Corunha (na forma oficial galega A Coruña e na forma não-oficial castelhana La Coruña) é uma cidade e município da comunidade autónoma da Galiza e capital da província do mesmo nome, localizada no noroeste da Espanha. O município abrange uma área de 36,8 km² e população de 244 388 habitantes (2007) e densidade populacional de 6 640,98 hab. /km²., Saímos da cidade, em direcção à cidade de Santiago de Compostela. Visitamos a Catedral de Santiago e seu espaço circundante, que eu já conhecia mas, que nunca é de mais visitar porque é um espaço belo e com muita

GRUPO EM SANTIAGO JUNTA À CATEDRAL
      História. Santiago de Compostela é a capital da Galiza, localiza-se na província da Corunha, de área 223 km² com população de 93 712 habitantes (2007) e densidade populacional de 416,70 hab/km². É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o túmulo de Santiago, um dos apóstolos de Jesus Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
Almoçamos no restaurante, Rosália, que fica localizado numa aldeia dos arredores da cidade de Santiago. 15 Horas, regressamos a Coimbra, não sem antes passar pela cidade de Valença já em Portugal
UMA GAIVOTA NO ALTO DAS MURALHAS DE VALÊNÇA
Valença do Minho é uma cidade portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho Lima, com cerca de 8 000 habitantes. É sede de um município com 117,43 km² de área e 14 295 habitantes (2010, subdividido em dezasseis freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Monção, a sul por Paredes de Coura, a oeste por Vila Nova de Cerveira e a noroeste e norte pela Galiza (município de Tui). Recebeu foral de D. Sancho I, sendo então designada de Contrasta. Mudou para o actual nome em 1262. É designada por vezes por Valença do Minho.
Chegamos a Coimbra por volta das 21 Horas. Uma visita e viagem que correu maravilhosamente, alegre, bela, amiga e bem organizada.


FLORES EM SANTIAGO

Coimbra, 20 de Setembro de 2011
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Carminda Neves

domingo, 4 de setembro de 2011

Lenda da Atlântida

Alimenta muita gente a lenda de que existe fundamento para se acreditar na existência de um grande estado civilizado, há cerca de três quatro mil anos, no Atlântico, aquém do estreito de Gibraltar. Seria um grande país, um «continente». Lá se encontrava o jardim das Hespérides. A crença apoia-se em numerosas alusões, na literatura grega e noutras posteriores, a essa terra desaparecida. Nenhum facto até hoje, nem geológico nem arqueológico, o confirmou, deu crédito ou apoio.
Lenda da Atlantida
Existem razões para supor que, em remotíssimo período geológico, tenha havido terra onde agora é o Atlântico. Mas não há, desde o período miocénico, nenhuma prova a favor, e muitas contra a existência de qualquer extensão territorial da Europa ou da Ásia para oeste. OS restos humanos que se encontram na Espanha, Portugal (Ilhas da Madeira e Açores) e no Norte de África não mostram nenhuma indicação de qualquer estado superior de cultura a oeste, e na literatura grega mais primitiva, em Homero e Hesíodo, há uma completa ignorância do Oceano Atlântico.
Outros estudiosos dizem, que esta lenda se refere a uma civilização outrora muito importante perdida na região do Cáucaso. Sabe-se que as águas de tal modo se expandiram e retraíram sobre o Sul da Rússia e sobre a região da Ásia central, dentro do período humano, que o que hoje são desertos eram outrora mares, e, onde agora há dificilmente erva bastante para sustentar a vida, estendiam-se outrora densas florestas. Há toda a razão para supor que se devem encontrar nessa parte do mundo consideráveis vestígios das primeiras civilizações.

Sonhos
 Histórias maravilhosas sobre uma terra perdida à qual se chegava por mar, passando pelos Dardanelos, existiam por certo entre os Gregos. Quando os comerciantes gregos e fenícios abriram a extremidade ocidental do Mediterrâneo, nada mais fácil do que transformar aquelas histórias em historias maravilhosas sobre uma terra lendária transplantada, então, para alem do recém-descoberto estreito. A Atlântida não se acharia, pois, no Atlântico, mas talvez na Geórgia. A Geórgia é, sem dúvida, uma região de grandes possibilidades arqueológicas.
Concentra-se um número notável de fábulas e lendas gregas; era ela a terra do vale do ouro, o alvo dos Argonautas (Na mitologia grega, Argonautas eram tripulantes da nau Argo que, segundo a lenda grega, foi até à Cólquida (actual Geórgia) em busca do Velocino de Ouro) e aí foi Prometeu encadeado, com o abutre a despedaçar-lhe as entranhas. Algumas fontes dizem que houve uma ligação primitiva entre Colcos ou Cólquida (região ao sul do Cáucaso) e o Egipto pré-histórico. Heródoto notou uma série de semelhanças entre os habitantes de Cólquida e os Egípcios.
Tendo existido ou não, Atlântida, alimenta a nossa imaginação, fantasia, sonho de beleza e paz, de uma terra onde não havia fome, diferença entre povos. Terra onde tudo era de uma beleza, de uma moral de uma ética intransponíveis
PLATÃO
A lenda da Atlântida tem seduzido produtores, realizadores e actores cinematográficos, que ainda mais alimentam os nossos sonhos, com cenários
Que nunca foram possíveis no mundo real
Atlântida ou Atlantis (em grego, Ἀτλαντίς - "filha de Atlas") é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".

Coimbra, Setembro de 2011
Carminda Neves

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A HUMANIDADE

O sentido da expressão «raças da humanidade», que ainda hoje é, frequentemente utilizado sem as devidas reservas, devia ser muito bem pensado, antes de ser atirado ao vento por dá cá aquela palha.

WELLS
O homem tão largamente disseminado pela terra, sujeito a grandes diferenças de clima, consumindo alimentos diversos nas diversas regiões e atacado por diferentes inimigos, deve ter sofrido, como espécie, um processo de consideráveis modificações locais. A tendência do homem, como qualquer outra espécie de coisa viva, foi constantemente a de se diferenciar em várias espécies; onde quer que um grupo humano se tenha separado, devido às condições e evolução do globo terrestre, a humanidade, logo começou a desenvolver características próprias, especialmente adaptadas às condições locais. Mas o homem é por natureza um animal errante e empreendedor, para o qual há poucas barreiras intransponíveis. Os homens imitavam os homens. Os homens guerreavam e venciam os homens. Cruzavam-se e misturavam-se de povo para povo. Durante milénios houve assim duas forças antagónicas em concurso, uma que tendia a separá-los numa multidão de variedades locais, e outra que fundia e misturava essas variedades, antes que a nova espécie se estabelecesse.
No passado estas duas forças devem ter oscilado, numa e noutra direcção, dentro de um equilíbrio relativo. O homem paleolítico, por ex: deve ter sido bem mais errante que o homem do neolítico posterior; estava menos fixo, era caçador, mudava-se conforme as temperaturas da terra, deve ter-se misturado tão largamente, que pouco se pode desenvolver.
O aparecimento da agricultura contribuiu para prender as comunidades às regiões mais apropriadas ao seu desenvolvimento, e, assim contribuir para a diferenciação.
A mistura e a diferenciação não dependem de níveis mais altos ou mais baixos de civilização; muitos povos erram ainda hoje pelos vários continentes através de centenas de quilómetros, enquanto que na sua maioria, muitos povos da Europa, pelo contrário, nunca foram nem eles, nem os seus pais, nem os seus avós antes deles, além de uma dúzia de quilómetros além da sua aldeia.
O facto de os despojos paleolíticos descobertos por toda a parte serem surpreendentemente iguais confirma, que o homem cobria e se distribuía, disseminadamente, é certo, mas uniformemente, pelo Mundo.

A HUMANIDADE E SUAS RELAÇÕES
 Fases de disseminação e de entre-mistura alternaram, possivelmente, com as fases de fixação e especialização da Humanidade.
A espécie diferenciou-se nesse período em grande número de variedades, muitas se fundiram com outras e sofreram diferenciações, outras se extinguiram.
Os povos da Ásia Oriental e da América, têm pele amarelada, cabelos negros e escorridos, maçãs do rosto salientes. Os povos da África, ao sul do Saará, têm a pele negra, o nariz achatado, lábios espessos e cabelos crespos.
Ao norte e oeste da Europa, grande número de povos têm cabelos claros, olhos azuis e a tez avermelhada ou rósea; em torno do Mediterrâneo, prevalecem os povos de tez branca, olhos pretos e cabelos pretos. Estes povos brancos-morenos parecem constituir a massa central humana, a qual passa insensivelmente, de norte a sul, de leste a oeste do planeta com algumas diferenciações; alguns têm cabelos lisos, outros ondulados, ainda claros, pretos, castanhos; a cor dos seus olhos também varia; podem ser pretos castanhos, azuis, verdes; a sua pele pode ser mais clara, ou mais escura, mais bronzeada, (sul da Índia) ou mais amarelada, (conforme nos dirigimos para leste).

TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS
 Deve-se, porem, recordar, que isso; são generalizações demasiado largas.
Os mais antigos povos foram possivelmente, todos escuros ou negros. A cor clara parece ser coisa relativamente nova. Não se deve supor que os seres humanos da Ásia se estivessem todos a diferenciar numa direcção, os seres humanos da África, noutra. Parece que havia, é verdade, grandes correntes, grandes tendências uniformes, mas havia também refluxos, redemoinhos, misturas, remisturas e extravasamentos de uma área para outra. Um mapa colorido do Mundo para mostrar as “raças” não apresentaria apenas quatro grandes áreas de cores diferentes; teria de se passado e repassado por uma porção de tintas e tons intermediários, simples aqui, misturados e sobrepostos além.
No período Neolítico primitivo – o Homo Sapiens – estava em processo de diferenciação em todo o mundo, e já se teria diferenciado, talvez, em certo número de variedades, mas nunca chegou a diferenciar-se em espécies diversas. A única, outra espécie de Homo, a Neandertal, foi extinta antes que a História começasse.
Uma «espécie» deve-se recordar, na linguagem biológica, distingue-se de uma «variedade», peio facto de que as variedades podem cruzar-se entre si, enquanto as espécies, ou não o podem, ou, se o podem, dão seres, como a mola, híbridos e estéreis. Toda a Humanidade pode cruzar-se livremente. Pode aprender e entender a mesma linguagem e pode adaptar-se à cooperação. Na fase presente, o Homem já, provavelmente, não está a sofrer nenhuma diferenciação. As tendências para a nova mistura são, actualmente mais fortes do que a diferenciação. Os homens entrelaçam-se cada vez mais.

DIFERÊNÇAS ENTRE POVOS «RAÇAS»?

CAUCÁSICO EUROPA


Só recentemente os homens começaram a ser encarados como uma variedade, e a essa luz como um feixe de diferenciações decentemente paralisadas ou ainda em progresso. Antes, os estudiosos da humanidade, influenciados, consciente ou inconscientemente, pela história de Noé, da arca e dos seus três filhos: Sem, Cam Jafé, tendiam a classificar os homens em três ou quatro grandes raças, e a considerar tais raças como tendo sido sempre distintas e descendentes de antepassados originalmente diversos. Ignoravam as grandes possibilidades de fusão de raças, de isolamentos locais específicos e de variações. A classificação variou consideravelmente, mas prevaleceu sempre a ideia de que a Humanidade devia ser completamente divisível em três ou quatro grupos principais. Há, sem dúvida, quatro grupos principais; cada qual é, porem, uma miscelânea, e existem pequenos grupos que não cabem em nenhum dos quatro.

NEGRÓIDE ÁFRICA
 Sob estas reservas e compreendendo claramente que, ao falar-se de grandes grupos, não significam raças puras e simples, mas grupos de raças, tem a antiga divisão certa utilidade. Nas áreas europeia, mediterrânica e da Ásia Ocidental, encontram-se, e encontravam-se durante milhares de anos, povos brancos, geralmente chamados Caucásicos ou caucasianos, subdivididos em três grupos, os loiros do Norte ou nórdicos, os alpinos, (grupo intermediário que tem gerado muita polémica e dúvidas) e os brancos morenos do Sul, os ibéricos ou mediterrânicos; na Ásia Oriental e na América predomina um segundo grupo, os Mongóis geralmente de cor amarelada, cabelos pretos e lisos e corpos atarracados; na África, os Negros ou negróides, na região da Austrália e Nova Guiné os Australóides. Esses termos são úteis desde que se tenha em mente que não são termos com definição precisa. Representam, apenas, as características comuns de alguns grandes grupos de povos; deixam fora diversos, outros povos que não pertencem exactamente a nenhuma daquelas divisões, e esquecem a perpetua mestiçagem em que os grandes grupos se fundem

 A separação de povos em subdivisões principais, depende do valor que se atribui a certas diferenças no esqueleto, principalmente ao formato do crânio.
Há referências constantes de povos de crânio redondo (braquicéfalo) e de crânio longo (dolicocéfalo). Nenhum crânio visto de cima é completamente redondo, mas alguns são mais oblongos do que outros: quando a largura de um crânio é igual a quatro quintos, ou mais, do seu comprimento de trás até à fronte, esse crânio é braquicéfalo; quando a largura é menos de quatro quintos do comprimento, o crânio é dolicocéfalo.

MONGOL CHINA
 Para algumas escolas isto tem importância primordial, para outras a importância é apenas secundaria. Parece que os formatos de crânio de um povo podem, variar em poucas gerações.

OS POVOS MORENOS
A divisão ibérica ou mediterrânica dos povos caucasianos ocupava uma área mais larga, nos tempos primitivos.
É muito difícil definir-lhe ao Sul, os limites com os povos negros, ou separar os seus traços primitivos na Ásia Central dos traços primitivos dos mongóis.
«Algumas escolas suspeitam de uma origem comum aos Egípcios e Dravídianos da Índia, até à Península Ibérica nos tempos mais primitivos». Esse grupo de povos morenos e bronzeados; terá ido mesmo, além da Índia esses homens alcançaram, as praias do pacífico e foram por toda a parte, os detentores originários da cultura neolítica e os iniciadores do que se chama civilização. É possível que esses povos morenos fossem, por assim dizer, os povos básicos do nosso mundo moderno. Os povos nórdicos e mongólicos talvez tenham sido os ramos do Noroeste e do Nordeste, desse tronco fundamental. Mas os povos nórdicos podem, também, ter sido um ramo de tal tronco enquanto os mongóis, como os negros, podem ter constituído um tronco distinto com o qual os povos morenos se encontraram e se misturaram!..... Há muitas questões que se podem colocar e permanecer assim por muitos anos.

CAUCÁSICO MEDITERRANEO
 Os esqueletos do Homo Sapiens encontrados na Europa eram diferentes.
Os ossos Grimaldi tinham traços negróides. Os ossos Cro-Magnon, aproximavam-se mais dos Índios (Américas). É possível que dois povos principais errassem sobre as mesmas áreas. Uma, proto-amarela-branca, e outra, proto-negróide.

A CHAMADA CULTURA «HELIOLÍTICA»
O desenvolvimento peculiar da cultura neolítica a que alguns autores chamam heliolítica «pedra de sol» incluía muitas ou todas as seguintes práticas antigas:
Circuncisão
O estranho costume de ir o pai para a cama quando uma criança nascia, conhecido como a couvade (gravidez ou dor simpática o homem sente todos os sintomas da gravidez, e dor do parto, da mulher).
Prática da massagem.
Mumificação.
Monumentos megalíticos (ex:Stonehenge) Monumento de pedra situado em Inglaterra.
Deformação artificial da cabeça das crianças por ataduras.
Tatuagem.
Associação religiosa do sol e da serpente.
O uso do símbolo conhecido como a cruz suástica.
Parece que essas práticas se distribuíram, como uma constelação, sobre a grande arca mediterrânica, índia e oceano Pacífico. Onde ocorre uma, ocorre a maioria delas. Ligam a Inglaterra com o Bornéu e o Peru. Não floresce contudo entre os povos mongólicos ou nórdicos, nem se estende para o sul além da África equatorial.
Muitos dos povos das Índias Orientais, da Melanésia e da Polinésia encontravam-se, ainda, na fase heliolítica, quando foram encontrados por navegadores europeus no século XVIII. A primeira civilização do Egipto e do vale do Eufrates-Tigre desenvolveu-se, segundo todas as probabilidades, directamente desse fundo de cultura. Assim como a civilização chinesa, os nómadas semitas e do deserto da Arábia.

OS ÍNDIOS DA AMÉRICA
As populações aborígenes da América pertenciam possivelmente aos povos mongólicos e parecem ter alcançado esse continente pelo estreito de Bering, numa primitiva fase neolítica de cultura. (Há ainda um tráfego de barcos de pele entre os dois continentes)?

MONGOL AMÉRICA
 Se de facto esses elementos mais recentes penetraram na população americana, não levaram consigo o cultivo do trigo ou, se o levaram perderam-no posteriormente. O milho do novo mundo é uma planta inteiramente diferente de qualquer outra conhecida no velho mundo. Mas a vida religiosa dos povos americanos apresenta a mesma associação da ideia de semear com a de sacrifício humano que prevaleceu no velho mundo durante todo o período neolítico.
Nas florestas tropicais, os Índios americanos tornaram-se caçadores. Mas, numa ou duas regiões férteis desenvolveram uma ordem social mais complexa, praticaram a irrigação, erigiram importantes construções de pedra, adornadas com esculturas e altos-relevos de desenhos altamente convencionais, fundaram cidades e impérios.

FONTE: WELLS Herbert George
             THE OUTLINE OF HISTORY
             1º VOLUME pags: 133, 144

COIMBRA, AGOSTO DE 2011
CARMINDA NEVES

domingo, 28 de agosto de 2011

AMY WINEHOUSE

Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de Setembro de 1983 - Londres, 23 de Julho de 2011.

Amy Winehouse nasceu em uma área suburbana de Southgate, bairro de Londres, numa família judia de quatro pessoas e de tradição musical ligada ao jazz. Seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e sua mãe, Janis, farmacêutica. Amy tinha ainda um irmão mais velho, Alex Winehouse. Ela cresceu em Southgate, onde fez os estudos na Ashmole School

AMY WINEHOUSE
 Morreu no dia 23 de Julho, faz hoje um mês. Tinha 27 Anos, uma menina, com uma imensa voz. Não conseguiu viver o resto da vida, que tinha pela frente, frágil, exposta a amizades e companhias desajustadas. Ela própria desajustada. Não resistiu, perdeu-se na confusão que é a vida. Uma voz poderosa numa mulher “doce” e frágil Amy Winehouse foi um ícone de estilo, o seu "look" era uma mistura diversificada: os olhos cobertos por um forte delineador que lembrava o visual de cantores de rock; o cabelo (característica mais marcante no seu visual) era inspirado nos penteados das divas dos anos 1950/60; as roupas eram modernas. As suas roupas eram simples.
Que a sua malograda sorte sirva de exemplo, para tantos jovens que querem viver a vida num correr desatinado, onde a meta não tem destino algum.
Foi o pai de Amy Winehouse que fez o elogio fúnebre, na 1ª terça-feira a seguir à sua morte, em Londres. “Boa noite, meu anjo, dorme bem”, foram as suas palavras de despedida.
Segundo o “Daily Mail”, Amy Winehouse pediu para ser cremada e quis que as suas cinzas fossem misturadas com as da sua avó, Cynthia (uma das tatuagens que a cantora tinha no braço direito representava essa avó que morreu há cinco anos com cancro.
A família pediu que o funeral, de tradição judaica, da cantora britânica Amy Winehouse fosse privado, longe das câmaras. Foi isso que aconteceu no dia 26-7-2011

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Coinbra, Agosto de 2011
Caminda neves

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

LÍNGUAS DA HUMANIDADE


O MUNDO SEGUNDO HERÓDOTO
É improvável que tenha havido uma língua humana comum. Nada sabemos da língua do homem paleolítico; nem sequer sabemos se falava correctamente. Sabemos, pelos seus desenhos, que tinha um agudo sentido da forma e do movimento; por isso tem-se conjecturado que, comunicasse as suas ideias pelo gesto, gritos de alarme ou amizade, nomes de coisas concretas, em muitos casos onomatopeias, sons imitativos associados às coisas nomeadas. As línguas primitivas foram, provavelmente, pequenas interjeições e nomes ditos em diferentes intonações, para indicar os diferentes sentidos.
Só muito lentamente, os humanos desenvolveram métodos para indicar a acção e a relação de um modo formal.

AS LÍNGUAS INDO – EUROPEIAS, OU CAUCASIANAS, OU AINDA ARIANAS

CERÂMICAS LACUSTRES
 Há um grande grupo de línguas que hoje cobre quase toda a Europa e se expande pela Índia; inclui o inglês, francês, alemão, castelhano, português, italiano, latim, grego, russo, arménio, persa e várias línguas da Índia. Chama-se indo-europeu. Encontram-se as mesmas raízes, as mesmas ideias gramaticais em todo este grupo. Ex: o inglês father, mother com o latim pater, mater, o português pai, mãe, o sânscrito pitar, matar, etc. além disso um grande número de palavras sofre mudanças uniformes ao passarem de uma língua para outra. Ex: o f, das línguas germânicas corresponda ao p em latim. Seguem uma lei de variação, chamada a lei de Grimm. Com efeito, tais línguas não são coisas diferentes, mas variações de uma mesma coisa

AS LÍNGUAS SEMÍTICAS
Alem das línguas indo-europeias, os filólogos distinguem outro grupo de línguas, as línguas semíticas, as quais, ao que parece, se desenvolveram completamente à parte do primeiro grupo. O hebraico e o árabe, semelhantes entre si, nada parecem ter tido em comum com as línguas indo – europeias. São diferentes as suas mais primitivas raízes verbais; exprimem a sua ideia de relação de um modo diverso; e são ainda diferentes os princípios fundamentais das suas gramáticas.
A língua hebraica, o árabe, o abexim, o antigo assírio, o antigo fenício, e outras línguas afins são agrupadas como derivantes dessa segunda língua primária, semítica.

AS LÍNGUAS CAMÍTICAS
Os filólogos falam, com menos unanimidade, de um terceiro grupo de línguas, as camíticas, que alguns declaram ser distintas, outros, aparentadas com as semíticas.
O grupo camítico é, certamente mais amplo e mais variado que o semítico e o indo – europeu.

BERÇO DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL?
 Os povos de língua camítica, como os de língua semítica, são principalmente da zona mediterrânica. Entre as línguas camíticas estão o antigo egípcio e o copta, as línguas berberes (povos das montanhas do norte de África, os Tuaregues, e outros semelhantes), e o chamado grupo etiópico de línguas africanas da África oriental, incluindo-se as línguas dos Galas e dos Somalis.
Estes três grupos de línguas, apresentam um aspecto comum e de que não participa nenhuma outra língua: o género gramatical.

AS LÍNGUAS URALO-ALTAICAS
A nordeste das áreas semítica e indo-europeia existiu, outrora, outro sistema distinto de línguas conhecido como o turaniano ou uralo-altaico. São hoje o lapão da Lapónia e o samoiedo falado na Sibéria, o finlandês, o magiar, o turco ou tártaro, o manchu e o mongólico. Não tem sido tão estudado como os outros grupos. A língua coreana, japonesa, certas línguas dravidianas da Índia estão incluídas neste grupo?

AS LÍNGUAS CHINESAS
No Sueste da Ásia predomina um grupo de línguas monossilábicas, sem nenhuma flexão verbal, em que a altura ou o tom usado ao emitir a palavra lhe determina o sentido. Este grupo monossilábico inclui o chinês, o birmanês, o siamês, e o tibetano.
A diferença entre essas línguas e as línguas ocidentais é profunda, a relação das palavras entre si é expressa por métodos completamente diferentes. A gramática chinesa é diferente por natureza. É distinta e independente. Assim como toda a sua cultura.


SINAIS DOS TEMPOS
OUTROS GRUPOS DE LÍNGUAS
Há ainda outros grandes grupos de línguas.
Todas as línguas dos Ameríndios, que variam amplamente entre si, e são independentes de qualquer grupo do velho mundo
Há um grande grupo de línguas na África, que ocupam uma área entre um pouco acima do equador e a sua extremidade sul, o banto. Outro complexo de línguas ainda no centro do continente africano.
Existem também dois grupos, provavelmente distintos, as línguas dravidianas e as malaio-polinésicas espalhadas pela Polinésia e incluindo, hoje, algumas línguas indianas.

UM POSSÍVEL GRUPO PRIMITIVO DE LÍNGUAS

Os grupos principais de linguagem não eram de modo algum os começos da fala da Era Neolítica. Eram, antes as línguas sobreviventes que haviam vencido as suas predecessoras mais primitivas. Deve ter havido outros, possivelmente, muito outros centros de linguagem que se mostraram ineficazes e foram varridos pelas linguagens mais desenvolvidas.
Um grupo de linguagem que tem sido profundamente analisado é o grupo de dialectos bascos. Os Bascos vivem hoje nos declives do Norte e Sul dos Pirenéus. Constituem até hoje um povo vigoroso e de acentuada independência. A sua língua como existe hoje, é um idioma completamente desenvolvido. Mas desenvolvido em linhas completamente diferentes das que caracterizam as línguas indo-europeias.
Despojos antigos sugerem uma distribuição muito larga do povo e língua bascos em Espanha.
Por muito tempo a língua basca constituiu profunda perplexidade entre os eruditos.
“Julga-se” que este grupo pode estar ligado ao dravídiano da Índia e ás línguas dos povos de cultura heliolítica que se espalharam para leste, pelas Índias Orientais até à Polinésia.
Deve-se notar ainda, a possível existência de três perdidos grupos de línguas representados pelas:
1º Antigas línguas de Creta, da Lídia que poderão ter pertencido ao «grupo basco caucásico-dravídiano».
2º Línguas sumérias
3º Línguas elamitas.
 

HORIZONTES DA MEMÓRIA
 Já se supôs -mera conjectura – que o antigo sumério fosse a linguagem intermediária entre os grupos primitivos basco-caucásicos e os primitivos grupos mongólicos. Se isso é verdade, teremos então nesse grupo «basco-caucásico-dravidiano-sumério-proto-mongólico» um sistema de linguagem ainda mais antigo e mais ancestral que o fundamental camítico. Teremos qualquer coisa como o «intermediário linguístico», o «missing link», ou elo perdido linguístico,
Qualquer coisa de mais semelhante a uma língua ancestral do que tudo o que, se possa imaginar. Pode esse grupo relacionar-se com as línguas indo-europeias, semítica e camítica.

ALGUMAS LÍNGUAS ISOLADAS
A Língua hotentote é considerada como possuindo afinidades com as línguas camíticas, das quais se encontra separada pela grande extensão da África Central, onde se falam as línguas bantos.
É ainda falada na África Oriental e Equatorial, uma língua semelhante ao hotentote e com afinidades com a dos bosquímanos e isto confirma a ideia de que toda a África Oriental fosse, outrora, uma região de línguas camíticas.
Os povos e línguas bantos espalharam-se pelo Oeste da África Central, e separaram os Hotentotes dos povos camíticos.
Entre remotas e isoladas manchas de linguagem, encontram-se as língua papua do Nova Guiné, a australiana nativa, a tasmaniense, (já extinta).
A língua dos nativos parece perdida, restando apenas indicações imperfeitas da sua estrutura e uma pequena quantidade de palavras.

FONTE: WELLS H.G; HISTÓRIA UNIVERSAL


Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ASSUNÇÃO DE MARIA


ASSUNÇÃO DE NOSSA SENORA AO CÉU
 A Igreja Católica ensina esta crença como um dogma de que a Virgem Maria ao concluir o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma para a glória celestial. Isto significa que Maria foi transportada para o céu com o seu corpo e alma unidas. Esta doutrina foi dogmaticamente e infalivelmente definida pelo Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, na sua Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. A festa da assunção para o céu da Virgem Maria é celebrada como a Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria pelos católicos, e como a Dormição por cristãos ortodoxos. Nestas denominações a Assunção de Maria é uma grande festa, normalmente comemorada no dia 15 de agosto.

Nos livros apócrifos 
TURQUIA, CAPELA QUE EXISTE NO LOCAL
ONDE A TRADÇÃO TURCA DIZ QUE VIVEU, MÃE MARIA
(COMO CHAMAM A N. SENHORA) BELO!
          Muitas tradições religiosas em relação a Maria, guardadas na memória popular e em dogmas de fé, têm suas origens nos apócrifos, assim como: a palma e o véu de nossa Senhora; as roupas que ela confeccionou para usar no dia de sua morte; sua assunção ao céu; a consagração à Maria e de Maria; os títulos que Maria recebeu na ladainha dedicada a ela; os nomes de seu pai e de sua mãe; a visita que ela e Jesus receberam dos magos; o parto em uma manjedoura, etc. Vejamos a passagem do livro de São João Domicini, santo de origem italiana, sobre a Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria:


PAREDE COM PEDIDOS DE TODO O MUNDO
 A N. SENHORA MÃE MARIA
E Pedro tendo no cantar do hino, todos os poderes dos céus respondiam com um Aleluia. E então o rosto da mãe do Senhor brilhou mais brilhante que a luz, e ela foi elevada para as alturas e abençoava cada um dos apóstolos com o própria mão, e todo deram glória a Deus; e o Senhor esticado adiante Suas mãos puras, e receberam sua alma e seu corpo inocente e sagrada. E com a partida de sua alma e corpo inocente o lugar foi enchido com perfume e luz inefável; e, vê, uma voz para fora do céu foi ouvida, dizendo: Tu és bendita entre as mulheres.


FONTE ONDE TODOS OS PEREGRINOS
VÃO BEBER
 Nos evangelhos canônicos 
 Os quatro evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João, não mencionam atributos miraculosos a Virgem Maria. Na narrativa bíblica, sua aparição ocorre nos momentos antes do nascimento, em trechos da vida pública e no martírio de Jesus Cristo. Além disso, ela aparece nos Atos dos Apóstolos, em oração com a Igreja reunida, à espera de Pentecostes.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves


domingo, 14 de agosto de 2011

CRISE DE 1383-1385 - PORTUGAL. BATALHA DE ALJUBARROTA

ANTECEDENTES

D. João I de Portugal
 Em 1383, El-rei D. Fernando morreu sem um filho varão, que herdasse a coroa. A sua única filha era a infanta D. Beatriz, casada com o rei D. João de Castela. A burguesia mostrava-se insatisfeita com a regência da Rainha D. Leonor Teles e do seu favorito, o conde Andeiro e com a ordem da sucessão, uma vez que isso significaria anexação de Portugal por Castela. As pessoas alvoroçaram-se em Lisboa, o conde Andeiro foi morto e o povo pediu ao mestre de Avis, D. João, filho natural de D. Pedro I de Portugal, que ficasse por regedor e defensor do Reino.

O período de interregno que se seguiu ficou conhecido como crise de 1383-1385. Finalmente a 6 de Abril de 1385, D. João, mestre da Ordem de Avis, é aclamado rei pelas cortes reunidas em Coimbra, mas o rei de Castela não desistiu do direito à coroa de Portugal, que entendia advir-lhe do casamento.

BATALHA DE ALJUBARROTA


Batalha de Aljubarrota
A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça, no centro de Portugal

D. Nuno Álvares Pereira
 Travada entre os exércitos de D. João I de Portugal e D. João I de Castela em 14 de Agosto de 1385.faz hoje 626 anos. (se por acaso não me enganei nas contas) Uma das mais gloriosas batalhas da História de Portugal em que o génio militar do Condestável D. Nuno Álvares Pereira e a bravura dos seus 6.500? Homens desbarataram um exército de 32.000? Soldados de Castela. A vitória assegurou a independência de Portugal. A vanguarda do exército de Castela chegou ao teatro da batalha pela hora do almoço, sob o sol escaldante de Agosto. Ao ver a posição defensiva ocupada por aquilo que considerava os rebeldes, o rei de Castela tomou a esperada decisão de evitar o combate nestes termos. Lentamente, o exército castelhano começou a contornar a colina pela estrada a nascente. A vertente sul da colina tinha um desnível mais suave e era por aí que, como D. Nuno Álvares previra, pretendiam atacar

Mosteiro da Batalha
 Com esta vitória, D. João I tornou-se no rei incontestado de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha

Fontes: História de Portugal
            Meus apontantos de História
            Wikipédia, a enciclopédia livre
Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VIDA E CLIMA

Até onde ia a linha da praia provavelmente ia a vida. E a vida ia e vinha com a água, que era a sua casa, o seu meio, a sua necessidade fundamental.


Répteis primitivos (paleozóico final)
   Os começos da vida, as gelatinas viscosas e vivas dos primeiros tempos, deveriam perecer assim que lançados fora de água.
   Nenhum ser vivo pode respirar, pode digerir os seus alimentos sem água. Falamos de respirar o ar, porém, o que todos os seres vivos realmente fazem é respirar oxigénio dissolvido na água. O ar que nós respiramos tem de ser primeiro dissolvido na humidade, dentro dos pulmões; e todos os nossos alimentos têm de ser liquefeitos, antes de serem assimilados. Os seres que vivem na água agitam guelras inteiramente expostas, por meio das quais respiram e extraem da água o ar nela dissolvido. Mas, um ser que tenha de ficar por qualquer tempo exposto fora de água, precisa de conservar, protegidos contra a secagem, o seu corpo e o aparelho respiratório. Antes que as algas marinhas do primeiro período paleozóico pudessem sobreviver fora dos mares, nos limites deixados nas praias pelas marés, precisaram desenvolver uma película mais resistente que lhes conservasse a humidade. E quando afinal ascendemos no período paleozóico, surgem os peixes, os primeiros de todos os animais vertebrados, já vamos encontrar certo número deles dotados com revestimentos especiais para a protecção das guelras e com uma espécie da pulmão primitivo, a bexiga natatória, a fim de poder correr os riscos os riscos de um encalhe temporário em seco.
     Além disto, as plantas que se iam adaptando a viver nos espaços descobertos das marés baixas, deparavam-se com regiões bem mais cheias de luz; e luz é o que há de mais necessário e precioso para as plantas. Qualquer desenvolvimento de estrutura que as enrijecesse e conservasse em contacto com a luz, mantendo-as altas e erguidas e não moles e flácidas, no regresso das águas, seria de enorme vantagem.
Na classificação das plantas, as primeiras divisões marcam fases de libertação da vida vegetal relativamente à necessidade de submersão, libertação conseguida pelo desenvolvimento de suporte lenhoso e de modos de reprodução cada vez mais capazes de lutar contra a secura.

Floresta e pantanosa (paleozóico)
    As plantas “inferiores” continuam prisioneiras da água. Os musgos precisam de viver em lugares húmidos, e os esporos dos fetos exigem, em certas fases, extrema humidade.
    As plantas “superiores”levaram a sua independência da água a tal ponto, que podem viver e reproduzir-se desde que haja humidade no solo em que aprofundam as suas raízes. Resolveram o problema de viver completamente fora da água.Depois das plantas vieram os animais.
    Não há nenhuma espécie de animal terrestre no mundo, como não há nenhuma qualidade de planta terrestre, cuja estrutura não seja essencialmente a de alguma espécie aquática que se tenha adaptado, por meio de modificações e diferenciações, à vida fora de água.
   Os anfíbios (rãs, salamandras, tritões, etc.) ainda mostram nas suas vidas as diferentes fases desse processo de emancipação.
   A vida terrestre na primeira idade paleozóica resumia-se na vida de uma floresta de fetos sempre verde, onde faltavam as flores, as aves, e os ruídos da vida actual.
Se um homem pudesse transportar-se até aquelas verdejantes lagunas, sentir-se-ia provavelmente, terrificado pelo silêncio. Nada se ouviria senão o correr da água, o ruído do vento nas folhas ou o tombar de alguma árvore. Tudo pareceria mudo e expectante. As árvores e plantas mais pareceriam musgos gigantes do que árvores ou plantas do seu conhecimento. Nenhum grande animal terrestre; os anfíbios rastejantes e os répteis primitivos eram ainda as maiores criaturas que a vida ali havia produzido. Nenhum deles atingira, verdadeiramente, grandes dimensões. E toda a terra distante ou muito acima da água estaria ainda vazia, estéril e morta. Mas, vigorosamente, geração atrás de geração, a vida ia-se arrastando, dos pauis e dos charcos onde surgira para fora, para a terra….



Globo Terrestre
Fonte: THE OUTLINE OF HISTORY;
            WELLS,Herbert George
Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves






sábado, 6 de agosto de 2011

RECORDAÇÃO DA APOSÉNIOR



As Turmas de Informática numa visita de estudo
Quem tirou a foto?..... A Prof. claro!....
 TURMAS DE INFORMÁTICA DA. PROF. CÁTIA GONÇALVES APOSENIOR UNIVERSIDADE SENIOR, COIMBRA.

A palavra Informática deriva de duas outras palavras associadas a ela, a primeira é informação e a segunda é automática. Essas palavras definem os principais objectivos que foram atingidos pelos computadores, a necessidade de se obter e fazer o tratamento da informação de forma automática, fez com que surgisse justamente esta palavra. O meio mais comum da utilização de informática é o computador que trata a informação de maneira automática. Informática é a informação automática de dados.
Esta disciplina é ministrada com muito zelo, cuidado, carinho, paciência e sabedoria pela Jovem Prof. Cátia Gonçalves na Apósenior, Universidade Sénior, Coimbra
Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FLORENCE NIGHTINGALE

RETALHOS DA SUA VIDA





Nightingale na sua Juventude
Florence Nightingale (1820-1910) filha de pais ingleses nasceu durante uma viagem a Florença, Itália. A sua maior realização foi o estabelecimento do conceito da preparação formal para a prática da enfermagem; a profissão de enfermagem, assim, teve início com a sua promessa de cuidar das pessoas doentes. A sua fama espalhou-se com rapidez após o seu trabalho, e o de um grupo de mulheres dedicadas, a cuidar dos soldados doentes (e não só) durante a guerra da Criméia. Ela era uma enfermeira de extrema eficiência à cabeceira dos doentes, tinha grande preocupação para com os soldados. Ganhou atenção especial por parte de Henry Wadsworth Longfellow, nos relatos de guerra, feitos sobre a sua prestação de cuidados e das suas rondas nocturnas com uma lâmpada, ficou conhecida como: A Senhora da Lâmpada. (“The Lady with the Lamp”) Rica e bem-relacionada, vivia em Florença, no Grão-ducado da Toscana. Por isso, Florence recebeu o nome em inglês da cidade em que nasceu. Impetuosa, rebelou-se contra o papel convencional para as mulheres do seu estatuto, que seria tornar-se esposa submissa, e decidiu dedicar-se a bem fazer, encontrou o seu caminho na enfermagem.
Em Dezembro de 1846, em resposta à morte de um mendigo numa enfermaria em Londres, que acabou por evoluir para escândalo público, ela tornou-se a principal defensora da melhoria no tratamento médico. Imediatamente, obteve o apoio de Charles Villiers, presidente do Poor Law Board (Comité de Lei para os Pobres). Isto levou-a, a ter papel activo na reforma das Leis dos Pobres, estendendo o papel do Estado para muito além do fornecimento de tratamento médico.
Quando voltou para a Inglaterra como heroína em Agosto de 1857, após muito tempo na Criméia, e de acordo com a BBC, era provavelmente a pessoa mais famosa da Era Vitoriana além da própria Rainha Vitória
Depois de contrair febre tifóide, ficou com sérias restrições físicas, o que a obrigou a retornar em 1856 da Criméia, voltou ainda, mas, regressou definitivamente em 1857.
Impossibilitada de fazer os seus trabalhos físicos, dedica-se à formação na escola de enfermagem em 1859 na Inglaterra, onde já era reconhecida pelo seu valor profissional e técnico, recebeu um prémio concedido através do governo inglês. Fundou a Escola de Enfermagem no Hospital. Saint Thomas, com curso de um ano, era ministrado por médicos com aulas teóricas e práticas

 Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 tornou-se a primeira mulher a receber a Ordem de Mérito.
Florence Nightingale faleceu em 13 de Agosto de 1910, deixando um legado de persistência, capacidade, compaixão e dedicação ao próximo, estabeleceu as directrizes e caminho para a enfermagem moderna.




FLORENCE NIGHTINGALE
RETALHOS DA SUA VIDA

Ambiente e saúde
 A ENFERMAGEM COM NIGHTINGALE
A SUA TEORIA AMBIENTALISTA
         AMBIENTE FISICO
          AMBIENTE PSICOLOGICO
         AMBIENTE SOCIAL
A TEORIA. OS SEUS CONCEITOS
         HOMEM/INDIVIDUO
         ENFERMAGEM
         SAÚDE/DOENÇA
         SOCIEDADE/AMBIENTE
 TEORIA DE NIGHTLNGALE. RELAÇÃO COM TEORIAS ACTUAIS
        ADAPTAÇÃO
         NECESSIDADE
         STRESS
RESUMO

A ENFERMAGEM COM NIGHTHINGALEM

A Enfermagem organizada começou na metade do século XIX, sob a liderança de Florence Nightingale. Antes do seu tempo, o trabalho de cuidar da pessoa doente era realizado por indigentes, prisioneiros e bêbedos, pessoas incapacitadas a outra espécie de trabalho. Construíam-se hospitais onde os pobres sofriam com mais frequência devido ou ambiente do que à doença. O que predominava em todos o lugar eram cirurgias sem anestesia, pouca ou nenhuma higiene e nos hospitais abundava o lixo.
Em todo o seu trabalho, que nos legou por escrito a sua preocupação constante é sobre o ambiente. Embora se tenha preocupado com o ambiente físico, mais do que com o psicológico ou o social, isto deve ser entendido no contexto daquela época e da sua experiencia como enfermeira, num ambiente dilacerado pela guerra.
Compreende-se; ela que testemunhou o início da década de 1850, onde a falta de higiene, (porcaria mesmo) a peste, e a morte, eram uma constante no ambiente das enormes barracas, que serviam de hospitais, localizasse maciçamente a sua preocupação em melhorar o ambiente, de modo a auxiliar os doentes tão somente a sobreviver. Através desta preocupação a taxa de mortalidade diminuiu de 42por cento para 22 por mil. Tal sucesso propiciou-lhe enfáticos dados básicos sobre os quais se encara a enfermagem sob a óptica singular desta mulher.


Diagrama da Teoria de Enfermagem de Nightingale
  O esquema ao lado apresenta uma visão da teoria criada por Nightingale. O elemento chave está diagramado no centro do triângulo – condição do doente e natureza –. O impulso do ambiente, aqui, dá-se sobre o ambiente e a natureza que funcionam juntos, de modo a permitir a ocorrência do processo de reparação. Os três componentes – físico, social e psicológico – necessitam ser entendidos como inter-relacionados, e não como partes distintas, separadas. A limpeza do ambiente físico relaciona-se directamente com a prevenção da doença e as taxas de mortalidade no âmbito do ambiente social da comunidade. (Além do que, todo o ambiente psicológico do doente é enormemente influenciado pelo ambiente físico.)

A SUA TEORIA AMBIENTALISTA

O ambiente é visto como todas as condições e influencias externas que auxiliam a vida e o desenvolvimento de um organismo, sendo capaz de prevenir, suprimir, ou contribuir para a doença e a morte. No seu legado ela fala acerca do provimento de coisas como: ventilação, ar e água limpos, limpeza de corpos, do meio envolvente, calor, de modo que o processo de reparação, instituído pela natureza, não seja impedido. Fala de elementos ambientes que perturbam a saúde, tais como: lixo, humidade, baixa temperatura, correntes de ar, maus cheiros, escuridão. Auxiliar os doentes para que mantenham as suas capacidades vitais, satisfazendo as suas necessidades é tido como uma meta da enfermagem.

Ambiente Físico
Simbolo da Enfermagem
Os componentes ambientais básicos são físicos por natureza e têm a ver com coisas como do tipo ventilação e calor. A higiene constitui noção inclusa relacionada com todos os aspectos do ambiente onde se encontra o doente, que deve estar isento de poeira, fumo, odores sufocantes.

Ambiente Psicológico
O efeito da mente sobre o corpo foi bastante aceite na época de Nightingale, não foi porém compreendido como a condição do corpo, afectada pelo ambiente, poderia afectar a mente.
Ela reconheceu que um ambiente negativo poderia causar stress físico daí afectando o clima emocional do doente. Em consequência foi dado ênfase à comunicação, e em criar condições que mantivessem a mente do doente estimulada. O tédio era, e é tido como causador de sofrimento.

Ambiente Social
A observação do ambiente social, a capacidade de observar o doente no seu todo, isto é, o ambiente físico, tais como ar e água limpos, tratamento adequado de esgotos. O ambiente “total” do doente não inclui somente o próprio doente, a sua casa ou o quarto do hospital, mas toda a comunidade que influencia aquele ambiente específico.

A TEORIA. OS QUATRO CONCEITOS PRINCIPAIS

Ao rever-se a maneira como Nightingale relaciona a sua teoria aos quatro conceitos principais torna-se evidente, uma vez mais, que o ambiente constitui o foco principal da sua teoria.



Os Quatro Conceitos Principais da Teoria de Nightingale
   O esquema ao lado identifica os quatro conceitos principais, a forma como estão relacionados na Teoria de Nightingale. O ambiente influencia a condição humana, com o trabalho de enfermagem tendo o papel de influenciar aquele ambiente, de modo que a saúde/doença passe a ser um processo reparador.
Cada um dos quatro conceitos principais causa impacto sobre o outro. A enfermagem influencia o ambiente humano que afecta a saúde. O indivíduo é afectado pelo ambiente e pelo profissional de enfermagem que influencia a saúde. A sociedade/ambiente causa impacto sobre o profissional e sobre a saúde do indivíduo.
A lista abaixo reflecte a visão de Nightingale em relação aos quatro conceitos principais:

• Homem/ Individuo. Possui poderes reparadores vitais para lidar com a doença.
• Enfermagem. A meta é colocar o indivíduo na melhor condição à acção da natureza que se dá basicamente, através do impacto sobre o ambiente.
Saúde/Doença. O foco recai sobre o processo reparador de melhora.
Sociedade/Ambiente. Envolve aquelas condições externas que afectam a vida e o desenvolvimento da pessoa. O foco recai sobre: ventilação, calor, odores, ruídos, iluminação.

Basicamente, estes conceitos são mais implícitos do que explícitos, e podem ser mal compreendidos e mal interpretados pelos que tentam utilizar a teoria. O conceito mais claramente definido é o da sociedade/ambiente. Ainda assim, não está claro quão extensiva ou globalmente Nightingale encarava o ambiente.
É difícil compreender qual o significado real do conceito homem/individuo. Para Nightingale. Ela descreve os seres humanos apenas em termos do seu processo de cura.
O conceito saúde/doença. É o mais escassamente definido. Uma visão de saúde como falta de doença oferece-nos pouca compreensão daquilo que realmente abrange a saúde para Nightingale. Enfermagem. É descrita em relação aos outros três conceitos. Nightingale foi a primeira a dar clareza aos objectivos da enfermagem. A primeira tentativa de se explicar um papel profissional.

TEORIA DE NIGHTINGALE. RELAÇÃO COM AS TEORIAS ACTUAIS


A Teoria de Nightingale apresenta uma estreita relação com as actuais, frequentemente usadas na prática actual de enfermagem.
As mais significativas são: adaptação, necessidade e stress

Adaptação


Florence Nightingale ela Própria Doente






Reflecte os ajustamentos do homem a forças que se opõem a ele.

Necessidade
As teorias da necessidade em especial a de “Maslow”reconhecem basicamente, as teorias enfatizadas por Nightingale, ex: a necessidade de oxigenação, entendida no contexto do ar fresco, da ventilação.

Stress
Envolve uma ameaça ou mudança no ambiente em que o indivíduo necessita competir. O stress pode ser positivo ou negativo, depende, pois, do seu resultado final, pode estimular uma pessoa a agir positivamente à procura de uma meta, ou pode causar exaustão, (se for tão intenso que o individuo não seja capaz de o suportar)

RESUMO

O foco principal de Nightingale era o ambiente do doente. A enfermagem era entendida distinta da medicina e do seu objecto de trabalho, que é o ser humano desprovido de algumas das suas capacidades tanto físicas como mentais, e oferecer-lhe um ambiente que permitisse à natureza agir em seu benefício.
Os factores ambientais abrangiam: ar, água limpos, controlo de ruídos, rede de esgotos adequada, diminuição da sensação de frio, actividades para diminuir o stress.
Outras teorias que se apresentam mais ligadas ao seu trabalho são: Adaptação, Necessidade e Stress.
A sua teoria é tão actual hoje em dia, como uma base teórica para a prática, quanto o foi na sua época. Trata-se da base sobre a qual todas as outras teorias de enfermagem devem ser entendidas.

Fontes: Teorias de Enfermagem
            Administração em Enfermagem      
            Wikipédia, a enciclopédia livre
              Youtube                            

  Clique na URL e ouvirá a voz de Florence Nightingale  
   através de hiperligação ao youtube
                http://youtu.be/ax3B4gRQNU4
Coimbra, Agosto de 2011
Carminda neves

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A LUA E A AGRICULTURA

A Lua sempre foi considerada pelos agricultores como um precioso instrumento para orientar a vida no campo, desde o semear ao podar, do, colher ao regar.


Plantar uma Árvore
 Dizia a este propósito o meu pai, que para as sementeiras e as colheitas serem boas e abundantes, devia o agricultor semear pela Lua Nova.
O ano de 2011 traz-nos a lua nova: - em Janeiro, no dia quatro; - em Fevereiro, no dia três; - em Março, a quatro; - em Abril, a três; - em Maio, no dia dois; - em Junho por duas vezes, no dia um e no dia trinta; - em Julho a vinte e nove; - em Agosto a vinte e oito; - em Setembro, no dia vinte e seis; - o Outubro traz a Lua Nova a vinte e cinco; - o Novembro, a vinte e quatro; - e, em Dezembro a Lua Nova despede-se a vinte e quatro.
Contudo, devemos ainda observar um pequeno, mas muito importante pormenor, além da Lua Nova deve-se ter em atenção que esta deve estar, nos signos de: Touro, Caranguejo, Virgem, Balança e Capricórnio.

Jardins Suspensos de Babilónia
 Em 2011 deverá ter em conta que, a Lua Nova sob a influência de Capricórnio, será a quatro de Janeiro e a vinte e quatro de Dezembro; sob a influência de Touro será no dia dois de Maio; sob a influência de Caranguejo será no dia trinta de Junho; sob a influência de Virgem será a vinte oito de Agosto; e, sob a influência de Balança será no dia vinte e seis de Setembro. Deixo esta dica a todos os agricultores. Boas sementeiras e boas colheitas

Tirado de o: BORDA D`ÁGUA o Almanaque que o meu pai consultava
Coimbra, Julho de 2011-07-29
Carminda neves

sexta-feira, 22 de julho de 2011

AS PRIMEIRAS COISAS VIVAS


rochas em Portugal
      Não se sabe com segurança como começou a vida na terra.

     Os biólogos têm feito toda a casta de suposições. Parece, contudo, haver acordo geral quanto à hipótese de que a vida começou em água tépida e soalheira, possivelmente nos charcos e lagunas espalhadas ao longo das costas dos primeiros mares. A princípio, talvez, algo de informe como uma gelatina, um lodo ou alguma espécie de sub-vida que, lenta e imperceptivelmente, evoluiu até assumir as qualidades específicas da vida. Sobre nenhuma parte da terra se encontram presentemente as condições especiais, físicas e químicas, dentro das quais a vida pode, concebívelmente, haver surgido. Não se verifica presentemente nenhum novo começo de vida. Mas, com matéria inorgânica, pode obter-se algo como limos e camadas gelatinosas que parodiam, pálidamente, a estrutura e mesmo o desenvolver-se, o crescer das coisas vivas.
    Como o começo da vida foi, porém, um processo natural, algum dia provavelmente, será possível ao homem de ciência imitar e repetir o processo, Até que isto se consiga, o problema permanecerá, necessariamente, um problema especulativo.
    A atmosfera era extremamente densa nos dias do começo da vida: grandes massas de nuvens obscureciam continuamente o sol, tempestades frequentes enegreciam os céus. A Terra desses tempos, sacudida por violentas forças vulcânicas, era uma terra estéril, sem vegetação e sem solo. Varriam-na aguaceiros quase incessantes, ribeirões e torrentes arrastavam grandes cargas de sedimentos e areia para os  mares, onde se transformavam em lama, que endurecia depois em argilas, rochas e pedras arenosas.
    Os geólogos têm estudado a acumulação desses sedimentos, conforme se acham hoje, desde os mais primitivos até aos mais recentes.
    Encontram-se essas primeiras rochas sedimentares aflorando ainda, aqui e ali, à superfície da terra, seja por não terem sido recobertas por estratos superiores, seja por terem ficado novamente desnudadas, depois de sepultadas por tempos imemoriais, graças à erosão das rochas que as revestiam. Há, especialmente no Canadá, grandes superfícies dessas rochas à mostra. E apresentam-se sempre partidas e dobradas, parcialmente refundidas, recristalizadas, endurecidas e comprimidas, porem reconhecíveis ainda.

Período Paleozóico Primitivo
 Tais rochas, porque não contêm traços de vida, chamam-se azóicas (sem vida).
   Como porém, se encontram nessas primitivas rochas sedimentares uma substância chamada grafite (chumbo negro) e também um óxido de ferro vermelho e preto, para cuja constituição se afirma ser necessária a actividade de seres vivos, o que pode ser ou não o caso, alguns geólogos preferem chamar-lhes arqueozóicas (com vida primária). Admitem que a vida a princípio tomou a forma de simples matéria viscosa viva, em organismos revestidos de revestimento duro, ou esqueleto, ou qualquer estrutura capaz de se transformar em fóssil.Sobrepondo-se e cobrindo essas rochas azóicas, acham-se outras, também muito antigas e gastas, mas que contêm traços de vida. Esta segunda série de rochas, chamadas proterozóicas(do começo da vida), marca uma longa idade da História do Mundo.
     Revestindo as rochas proterozóicas, uma terceira série de rochas, nas quais é considerável o número e variedade de traços de coisas vivas: mariscos, caranguejos, vermes, ervas marinhas, peixes, e por fim, os primeiros vestígios de plantas e animais terrestres. Estas rochas chamam-se rochas paleozóicas (vida antiga). Registam uma extensa era, durante a qual a vida se foi, vagarosamente, espalhando, aumentando e desenvolvendo nos mares do nosso mundo.

Primeiros amfíbios paleozóicos
      Entre a formação dessas rochas da primeira parte do período paleozóico, em que a vida se resumia a pequenas coisas vivas (caranguejos, escorpiões etc) e o nosso tempo, decorreram inumeráveis idades, representadas por camadas e camadas de rochas sedimentares. São, primeiro, as rochas do último período paleozóico e, acima destas, duas grandes divisões novas. Imediatamente acima das paleozóicas vêm as rochas mesozóicas (vida média), um segundo grande sistema de rochas portadoras de fósseis, representando talvez vários milhões de anos e contendo grande riqueza de fósseis, ossos e répteis gigantes e coisas similares; e, acima destas, as rochas cenozóicas (vida recente), um terceiro grande tomo na História da vida, ainda não terminado, cuja última folha se completará quando a areia e lama conduzidas ontem para o mar pelos rios da terra tenham enterrado os ossos, barbatanas, corpos e cascos que se hão-de transformar nos fósseis das coisas de hoje.
      As marcas, os fósseis e as próprias rochas constituem os primeiros documentos históricos.
      A História da vida que o homem tem conseguido decifrar, por intermédio desses documentos é a História das Rochas.
     Mas quando chamamos às rochas e aos fósseis um registo histórico, não se deve supor que haja neles algo que lembre a conservação ordenada de um registo. A verdade é que tudo o que acontece deixa qualquer vestígio, contanto que sejamos suficientemente inteligentes para lhe descobrirmos o significado.

Herbert George Wells 1943
      As rochas não estão em camadas ordenadas convenientemente, umas sobre as outras, para a leitura humana. Não são como as páginas e os livros de uma biblioteca. Estão laceradas, rotas, interrompidas, estraçalhadas, desfiguradas, como um escritório descuidadamente arranjado depois de ter experimentado sucessivamente um bombardeamento, uma ocupação hostil, um saque, um terramoto, motins e incêndio. Por gerações sem conta, essa História permaneceu insuspeita sob os pés dos homens, Já os gregos jónicos, no séculoVI a. C., conheciam os fósseis. Em Alexandria, no século III a. C., discutinam-nos Eratóstenes e outros, discussão que se encontra resumida na geografia de Estrabão ( ?20-10.a.C.,). O poeta latino Ovídio  não lhes compreendeu a natureza. Julgou serem os primeiros esforços imperfeitos do poder criador. Autores árabes do século X registaram a sua existência. Leonardo da Vinci que viveu recentemente, isto é, nos princípios do século XVI (1452-1519), foi um dos primeiros europeus a penetrar no significado real dos fósseis. Mas, só nos últimos cento e cinquenta a duzentos anos é que o homem começou a laboriosa e sistemática tarefa de decifrar essas primeiras páginas esquecidas da História do seu mundo.

 Fonte: WELLS H.G.
          "The outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind
            1º volume; págs: (20-36) Edição livros do Brasil, Lisboa
                    
 Coimbra, julho de 2011
                       Carminda neves