segunda-feira, 20 de julho de 2015

CâMARA MUNICIPAL DE SEIA E TODAS AS AUTARQUIAS ONDE HÁ EXTERMíNIO DE ANIMAIS

CÃO MALTRATADO  OU ASSASSINADO NO CANIL DA CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA



       Começou a falar-se de Direitos dos Homem no século XVIII, Com o tempo, o conceito de direitos humanos foi se complementando e fala-se, hoje, de várias gerações de direitos humanos.
O elenco de direitos humanos acabou por ser positivado através da sua inserção nas constituições dos vários países, dando origem ao que hoje se designa por Direitos Fundamentais.
As Constituição da República Portuguesa contêm, assim, um elenco de direitos fundamentais que permitem aos cidadãos alguma defesa contra possíveis atos do Estado atentatórios desses mesmos direitos.
Muitas são as tentativas de estender aos animais a proteção jurídica. Defendendo principalmente a Igualdade para além da Humanidade.
O projeto defende na sua declaração pública, princípios que podem ser resumidos em três
«DIREITO A VIVER
 «PROTEÇÃO DA LIBERDADE INDIVIDUAL
 «PROIBIÇÃO DA TORTURA
A lei que criminaliza os maus-tratos contra animais entra hoje (dia 01 outubro de 2014) em vigor, e prevê que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão".  A mesma lei indica que para os que efetuarem tais atos, e dos quais "resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção", o mesmo será "punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias"
  Estamos assim perante algo que pode ser designado como Liberdades Fundamentais. Isto é, liberdades para os animais que estão positivadas na lei.
Desta forma, podemos estender a defesa legal dos Animais. Nossos parceiros na Terra. Sem banalizar os direitos humanos.
Assim sendo porque é que as Autarquias continuam e teimam em caçar animais, que foram abandonadas pelos seus “donos”, ou melhor abandonados por gente que não é gente, ou gente rasca.
Estes animais a maior parte das vezes têm uma vida digna: são alimentados por todo um bairro, vivem em liberdade, têm um local mais ou menos resguardado para dormir, chegam a ser amados por todo os habitantes do bairro, muitos chegam a ser adotados, se entretanto não chegarem os homens dos campos de extermínio, que os levam a caminho do forno crematório.
Será que estes autarcas não PENSAM? Se não pensam não existem, Descartes dizia: “penso logo existo” logo se não penso, posso por em dúvida a minha existência como ser vivo, ainda mais se persigo e torturo outros seres vivos.
AUTARQUIAS; DESPERTEM PARA A HUMANIDADE E PARA A DIFERENÇA, PARA O ENSINO, É VOSSO DEVER.
Sejam as primeiras a cumprir a lei para proteger estes animais e não recorram ao extermínio como forma de resolver problemas. Não falo aqui só de animais abandonados, mas, de todos os animais em geral, principalmente os, mal tratados e torturados. Eles sentem e sofrem como todos os Ser vivos, não têm capacidades de defesa, não falam, não se queixam mas choram, muitas vezes lágrimas de sangue, que um dia pesarão nas consciências de todos nós, mas muito mais nas de quem deteve o poder e não fez nada. Temos de ser nós a protegê-los. Já há Autarquias que em lugar de recorrer ao extermínio distribui pelos municípios, recipientes próprios para água e comida para esses animais. A população colabora distribuindo ração e água por esses recipientes, não é assim tão difícil. Deixo um pensamento de Gandhi:
“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”.
                  Mahatma Gandhi

Coimbra, 20 de julho de 2015
Carminho Antunes


 FILME SOBRE O CANIL DA CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA. OS ANIMAIS PARECEM MORTOS (NÃO SEI) PARECE UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZI. 

sábado, 18 de julho de 2015

Exílio # Emigração?





A palavra exílio adquiriu diferentes conotações ao longo do tempo, tendo sido muito utilizada tanto na história quanto na literatura. Originalmente significa banimento, e vem do latim exilium (desterro, degredo), ou seja, é a condição de estar longe da própria casa, cidade, nação, etc. Pode também ser considerado a expatriação de uma pessoa, seja ela voluntária ou não.
Sentidos que a palavra adquiriu ao longo do tempo:

1. Exílio Romano

Na Roma antiga, a pena do exílio era considerada pior do que a pena de morte. Para eles, estar exilado era como ser considerado um animal, pois neste caso eles não podiam usar água ou fogo para preparar os alimentos, nem entrar em uma casa se esta não fosse feita por suas próprias mãos.

2. Auto-exílio ou Exílio Voluntário

Este provavelmente é o caso em que o exílio é considerado um refúgio. Em casos específicos de perseguição, ameaças, etc., alguns indivíduos procuram exílio por vontade própria, provavelmente em outros países, antes que algum fato legal ou jurídico impeça a sua saída do país de origem. Ex: O Exilio de Humberto Delgado no Brasil em 1959 constitui um momento único na história política de Portugal Contemporâneo. É a queda dos mitos, criados ao longo dos anos, por Salazar e seus apaniguados, quer a nível interno, quer externo. As eleições presidenciais de 1958 constituem para Humberto Delgado um drama pessoal e político, com múltiplos reflexos. O seu exílio político vai centrar-se numa dimensão humana com novas vivências políticas das vítimas da repressão do Estado Novo.

3. Exílio ou Cativeiro Babilónico

O Cativeiro Babilônico, também chamado de Exílio ou Cativeiro na Babilônia, foi a deportação em massa e exílio do povo judeu de Judá para a Babilônia. A primeira deportação ocorreu em 598 a.C., quando Jerusalém foi sitiada, o Rei de Judá se rendeu, e o Templo foi saqueado. Nesta ocasião, o Rei juntamente com os militares e grande parte da nobreza foram levados para o Exílio na Babilônia. A segunda deportação aconteceu onze anos depois, por ocasião de uma revolta no Reino de Judá e a destruição de Jerusalém e do Templo. O término do Cativeiro na Babilônia deu-se quando Ciro II assumiu o reinado, em 538 a.C., autorizando os judeus exilados a regressarem à terra de Judá, e até mesmo a Jerusalém, para reconstruir o Templo.
 
Rainha Ester

Ester, nasceu no cativeiro, junto com o povo judeu. Sendo assim cresceu aprendendo a história da redenção e as promessas de restauração além da vergonhosa verdade acerca de porque eles viviam ali. (O Reino da Babilónia tinha levado à destruição do reino de Judá).
    Uma das coisas mais interessantes sobre a vida de Ester é como a providência divina utiliza uma simples rapariga na libertação do todo seu povo. Nem ela, nem sua família nunca imaginaram que ela seria tão importante nos planos de Deus.
 O primeiro-ministro Hamã odiava de todo o povo judeu; incitou o povo a participar no assassinato dos judeus e na pilhagem de seus bens. Mordecai, (Judeu, escrivão do rei Xerxes e tio de Ester (foi ele que a criou, ela ficou órfã de tenra idade)  percebeu os planos perversos de Hamã e decidiu falar com sua sobrinha, (Ester) a única judia que estava em posição de chegar aos ouvidos do Rei, (era a rainha). Ele pediu que Ester fizesse algo perigoso: aparecer diante do rei sem ser convidada e interceder em favor dos judeus. Seu povo, que tinha recebido tudo das mãos de seu Deus, que fora escravo por séculos no Egito até que Deus os libertara e que fora tão teimoso em não ouvir a voz dos profetas e agora sobraria para ela remediar a situação? Deus moveu o coração do rei e por amor a ela seu povo é poupado.

4. Exílio Político

O exílio (do latim exilium banimento, degredo) é o estado de estar longe da própria casa (seja cidade ou nação) e pode ser definido como a expatriação, voluntária ou forçada de um indivíduo. Também pode-se utilizar as palavras, banimento, desterro ou degredo. Alguns autores utilizam o termo exilado no sentido de refugiado.
Além de pessoas em exílio há governos em exílio, como o do Tibete ou nações em exílio, como foi o caso da Arménia de 1078 a 1375, que depois da invasão de seu território por tribos seljúcidas, exilou-se na Cilícia, formando um novo reino.
  Em muito países oprimidos, os opositores ao regime são presos em prisões ou locais de tortura, onde permanecem em péssimas condições e são torturados, só pelo facto de não concordarem com o regime.
  O exílio em Portugal antes do 25 de abril de 1974. Muitos portugueses foram obrigados ao exílio para não serem presos ou por recusarem ir combater na injusta guerra colonial. Nos países de exílio, continuaram a sua luta contra a ditadura.

Apesar de por vezes as definições serem permeáveis, a emigração e a imigração, dizem os Historiadores, não devem ser confundidas com "exílio" palavra igual a fenómenos de migração involuntária, como expatriações forçadas e limpezas étnicas, que me parece que é o que acontece com a emigração (ninguém sai do seu país por festa)

A emigração é o ato e o fenómeno espontâneo de deixar o seu local de residência para se estabelecer numa outra região ou nação. Trata-se do mesmo fenómeno da imigração mas visto da perspectiva do lugar de origem. A emigração é a saída de nosso País. Convenciona-se chamar os movimentos humanos anteriores ao advento dos Estados nacionais e, consequentemente, do surgimento das fronteiras de migração. O termo emigração também é usualmente usado para designar os fluxos de população dentro de um mesmo País.

As razões que levam uma pessoa ou grupo a emigrar são muitas, como as condições políticas desfavoráveis, a precária situação económica, perseguições religiosas ou guerras. Há outras razões de cunho individual, como a mudança para o País do cônjuge estrangeiro após o casamento ou ir para um país de clima mais ameno após a aposentadoria.

As emigrações tiveram um profundo impacto no mundo dos séculos XIX e XX, quando milhões de famílias deixaram a Europa e o Oriente Médio para procurar uma nova vida em países como os Estados Unidos da América, o Canadá, o Brasil, a Argentina ou a Austrália.

Desde o século XVI que em Portugal se escrevem magnificas obras literárias onde a emigração constituiu um dos seus temas centrais. Lendo a "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, "A Selva" ou "Emigrantes" de Ferreira de Castro, para já não falar de "Gente Feliz com Lágrimas" de João de Melo, podemos verificar que as grandes questões que hoje são debatidas sobre a imigração actual são aí dissecadas: solidão, escravatura, desagregação familiar, exclusão social, xenofobia, racismo, aculturação, etc
CANÇÃO DO EXÍLIO

“A canção do exílio foi um choro.
E o naufrágio dos planos me deixou caído no chão.
Mas pude uma porta encontrar.
Alguém pra me consolar.
Jesus foi tudo em minha vida,
Tornou-se o tema das minhas canções.
Eu preciso de Deus, eu preciso de Deus.
Eu preciso de Deus a todo instante.
Sinto a necessidade de louvar-te.
Pois meus olhos se alegram em teus feitos meu Senhor.
No passarinho a cantar.
Nas aves sempre a voar.
Eu vejo tua ciência, que mostra a grandeza que vem das tuas mãos.”

(Marcos António)
Trova do vento que passa. Intérprete: Adriano Correia de Oliveira
                                                Música: Manuel Alegre - António Portugal
Fotografias: tiradas da internet Poema: Manuel Alegre
  PowerPoint: Carminda neves

Coimbra, julho de 2015
Carminda Neves



domingo, 12 de julho de 2015

CONIMBRIGA

O Ano escolar 2014/2015 das aulas de informática da Universidade Sénior de Coimbra Aposénior, terminou, com um almoço e visita ao museu e ruínas romanas de Conimbriga.
  Correu tudo maravilhosamente bem, durante o almoço, visita e todo o ano escolar. A nossa professora Cátia é a pessoa mais simpática que existe, além de muita competente.
  A turma avançada de informática é uma turma diferente, especial, não é fácil encontrar grupos como este, somos amigos, unidos, um só. E levamos a nossa professora connosco.
  
    As ruínas de Conímbriga ficam perto da vila de Condeixa-a-Nova, entre Coimbra e Lisboa.
   As primeiras escavações arqueológicas sistemáticas em seu sítio começaram em 1899 graças a um subsídio concedido pela rainha D. Amélia. Entre os seus pesquisadores destaca-se Virgílio Correia que, entre 1930 e 1944 (ano em que veio a falecer), escavou sistematicamente toda a área contígua à muralha Leste, colocando a descoberto, extramuros, as termas públicas e três vivendas. Entre estas últimas, destaca-se a chamada Casa dos Repuxos, com uma área de 569 m², pavimentada com mosaicos e com um jardim central onde se conservava todo um sistema de canalizações com mais de 500 repuxos. Na zona interna à muralha as escavações revelaram uma basílica paleocristã e uma luxuosa vivenda com termas privativas.
video    As escavações revelaram ainda um fórum augustano, demolido na época dos Flávios, altura em que a cidade recebeu um estatuto municipal, para dar lugar a um novo fórum de maiores dimensões e monumentalidade; e umas termas, também construídas no reinado de Augusto. Entre estes sectores monumentais foi escavada uma zona habitacional, da época Claudiana, constituída por insulas que seria ocupada pela classe média da população ligada ao artesanato. A partir de uma nascente localizada em Alcabideque a água era conduzida até Conímbriga por um aqueduto.
    Em meados do século XX, a partir de 1955 o ritmo das investigações intensificou-se. Os abundantes materiais arqueológicos de toda a espécie, que não era possível conservar no local encontram-se no Museu Monográfico de Conimbriga.
Da via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta ainda hoje é visível um troço bom conservado, feito de lajes calcárias. A largura aproxima-se dos quatro metros e há locais onde são ainda visíveis as marcas dos rodados de carroças.
VIAS ROMANAS
A via romana de Bracara Augusta a Olisipo estabeleceu a rota definitiva entre as duas cidades que subsiste até hoje, sobrepondo-se sucessivamente a Estrada Real, a Estrada Nacional EN1 e a Autoestrada A1. Estas seguem paralelas ou mesmo coincidentes em alguns pontos até Conimbriga, mas a partir daqui a via segue para Seilium, a atual cidade de Tomar, enquanto a EN1 e A1 seguem mais a poente, por um outro trajeto também romano que ligava Conimbriga às civitates de Collippo na região de Leiria e Eburobrittium junto a Óbidos. O troço de Braga ao Porto está bem documentado por inúmeros miliários (com pelo menos 25 referências), mas a partir do Porto os vestígios começam a escassear. (vide os 8 miliários da série do Padre Martins Capela referentes a via, um dos quais encontrado na Trofa Velha indicando 21 milhas a Braga, hoje junto da Ponte de Sedões) No troço entre Porto e Coimbra sobreviveram apenas 4 miliários, o miliário de Úl, hoje deslocado para o centro de Oliveira de Azeméis, o miliário de Adães, hoje depositado na Casa Paroquial de Ul, o miliário da Vimieira, hoje no átrio da C.M. da Mealhada e o miliário do Arco da Traição em Coimbra que está hoje no Museu Machado de Castro, Há um itinerário ( into) que tenta fixar no mapa de Portugal os pontos de passagem das vias romanas, de modo a criar rotas de viagem. Para além da evidência arqueológica, existe uma cópia medieval do Itinerário de Antonino ou Itinerarium Antonini Augusti, originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via, designadas por mansiones, e as respetivas distâncias expressas em milhas. Nesta página são apresentadas propostas de traçado para os 11 itinerários respeitantes ao atual território nacional, bem como para os muitos outros itinerários da extensa rede viária romana que cobre a totalidade do território Português. Para a conversão da milha romana em quilómetros, convencionou-se que uma milha equivale a 1481,5 m. Os itinerários aqui descritos estão em constante evolução à medida que novos vestígios são descobertos e novos estudos publicados.

TROÇOS DISPERSOS – CENTRO - DESDE CONIMBRIGA PARA:

Alvares, Gois (Minas Romanas da Escádea Grande em Roda Cimeira e de Covas dos Ladrões no Alto das Cabeçadas) Minas de Gois, Lousã e Arganil Cadafaz, Gois (troço de calçada na Estrada do Pépio e do Sal e na Estrada das Malhadas, ambas nas cumeadas da Serra de Entre Capelos e Serra das Malhadas) Serpins, Lousã (vestígios dos pilares da antiga Ponte Medieval sobre o rio Ceira junto ao Cabeço da Igreja) Várzea Grande, Vila Nova do Ceira (calçada de acesso às minas de ouro da região) S. Miguel da Cortiça Secarias, Arganil.

AS DIMENSÕES E PESOS ROMANOS

Inicialmente a duração medida pé foi dividido em doze partes. Mais tarde, por influência grega, as unidades (persistindo apenas a superfície) e ao pé romano era 24/25 partes da Grécia foram alterados, foi amarrado a esta. O pé permaneceu dividida em doze partes, mas também introduziu a divisão em quatro partes ( palmus ) e dezesseis pés ( Digitus ).
Roman pé
Milha romana
 m.p. milia passum, mil passos, milha romana. - milia, aproximadamente 1480 m (bastante variável). - stadia, estádio, aproximadamente 184.7 m (usada em navegação).

RUINAS
 O Sítio de Conímbriga, que teria sido habitado desde o Neolítico, tem presença humana segura no Calcolítico e na Idade do Bronze, épocas originárias dos testemunhos mais antigos que até nós chegaram. É certo que os Celtas aqui estiveram: os topónimos terminados em “briga” são testemunho claro dessa presença. Conímbriga era portanto um castro quando os Romanos em 138 a.C. aqui chegaram e se apoderaram do oppidum.
     Porquanto tivesse sido habitada desde tempos muito recuados, a fundação de Conímbriga e da maioria das construções nela erigidas remonta ao tempo do Imperador Augusto (sécs I a.C. — I d.C.).
As escavações arqueológicas puseram a descoberto uma parte muito significativa do traçado desta cidade possibilitando, ao visitante das Ruínas, a comprovação de uma planificação urbanística laboriosa e atenta a todas as necessidades: o fórum, o aqueduto, os bairros de comércio, indústria e habitação, uma estalagem, várias termas, o anfiteatro, as muralhas para circunscrição e defesa da cidade. Deste conjunto, sobressai um bairro de ricas casas senhoriais — que se opõe diametralmente às insulae da plebe, pela complexidade da sua construção e requinte decorativo — donde se destaca “A Casa dos Repuxos”, de grande peristilo ajardinado e pavimentada com mosaicos policromos, preservados in situ, exibindo motivos mitológicos, geométricos, ou representando, muito simplesmente, o real quotidiano.
Quando os Romanos chegaram, na segunda metade do séc. I a.C., Conimbriga era um povoado florescente. Graças à paz estabelecida na Lusitânia operou-se uma rápida romanização da população indígena e Conimbriga tornou-se uma próspera cidade. Seguindo a profunda crise política e administrativa do Império, Conimbriga sofreu as consequências das invasões bárbaras. Em 465 e em 468 os Suevos capturaram e saquearam parcialmente a cidade, levando a que, paulatinamente, esta fosse abandonada.
MUSEU
Criado em 1962, o Museu de Conimbriga é exclusivamente dedicado ao sítio arqueológico em que está inserido. A sua coleção é diversificada e materializa a evolução histórica do lugar, entre finais do segundo milénio antes de Cristo e o séc. VI da era cristã. Os objetos expostos no museu de Conimbriga foram encontrados durante as escavações que, com grandes interrupções, se realizaram desde 1898 e, distribuídos por trinta e um temas distintos, ilustram a vitalidade desta cidade. Os aspetos especificamente romanos desta cultura composta podem ser notados numa grande variedade de objetos usados na vida diária, tais como peças de cerâmica de vários tipos, seja para fins domésticos ou artísticos: vidro, objetos metálicos, mosaicos, moedas etc.
As ruinas de Conimbriga e o seu museu são ricas na existência de mosaicos, uns coloridos, outros a preto e branco. Um mosaico na sua génese é uma obra composta por pedacinhos de pedra, barro ou vidro de várias cores. “Tesselas”, Também se pode encontrar composições com madeira. Os mosaicos romanos são inspirados em tapetes e pinturas e têm grande vantagem em relação a estes, pela sua durabilidade. Os trabalhos de mosaico são realizados sobre grandes superfícies planas: Como paredes, chãos e tecos, mas também existem trabalhos adaptados a pequenos objetos e pequenos painéis. Explicação de tessela: Tessela, téssera (do latim tessĕra,ae ou tessella,ae, calcado no grego τέσσαρες, transl. téssares, 'quatro' ) é uma peça, geralmente quadrangular ou cúbica usada no revestimento de pavimentos, mosaicos ou marchetaria. Geralmente a palavra é usada como sinónimo de abáculo. (mesa pequena) Em outros contextos, tessela pode designar pedras quadradas usadas para construir o pavimento de compartimentos de edifícios

AS CORES
O primeiro povo a pintar com grande variedade de cores foram os egípcios. Inicialmente, fabricavam as tintas a partir de materiais encontrados na terra de seu próprio país e das regiões próximas. Somente entre 8.000 a 5.800 a. C. é que surgiram os primeiros pigmentos sintéticos. Para obterem cores adicionais, os egípcios importavam anileira e garança da Índia. Com a anileira, podia-se obter um azul profundo e, com a garança, nuances de vermelho, violeta e marrom. Os egípcios também aprenderam a fabricar brochas brutas, com as quais aplicavam a tinta.
Os romanos aprenderam a técnica de fabricar tinta com os egípcios. Exemplares de tintas e pinturas romanas podem ser vistos nas ruínas de Pompeia. Usavam pigmentos naturais ex: o azul ultramarino, o cinábrio, a azurite e a malaquite, a terra verde e os ocres. O azul ultramarino (obtido do precioso lápis-lazúli) e o cinábrio (sulfureto de mercúrio, de cor vermelha) foram considerados materiais de luxo. Por volta do século V a. C., os romanos utilizaram pela primeira vez na história o alvaiade como pigmento. Após a queda do Império Romano, a arte de fabricar tintas perdeu-se, sendo retomada pelos ingleses somente no final da Idade Média.

SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS EM PORTUGUÊS
Acus crinalis = Alfinete com que as mulheres romanas prendiam os cabelos.
Anfiteatro = Edifício de planta elíptica onde se efetuavam combates de gladiadores e de animais ferozes e outros jogos públicos.
Apodyterium = Sala das termas, próxima da entrada (normalmente a primeira sala) que servia de vestiário.
Baixo-Império = Período da história romana que tradicionalmente se inicia em 192 d.C. com o assassinato de Cómodo e que se caracteriza por uma forte instabilidade política e económica, que conduzirá ao fim da civilização romana.
Caldarium = Sala aquecida das termas destinada ao banho quente.
Domus = Casa particular ocupada por um único proprietário e sua família
Frigidarium = Compartimento frio dos balneários. Inclui frequentemente a natatio.
Insula, ae = Edifício de vários andares para habitação constituindo, um quarteirão.
Libra = Unidade de peso do sistema duodecimal, equivalente a 323,258 gr ou 327,45 gr: significa também balança de origem grega (talentum).
Lucerna, ae = Candeia de azeite.
Ludus latrunculorum = Jogo de soldados lembrando vagamente o jogo das damas.
Oecus triclinium = Sala de jantar aberta sobre o peristilo.
Oppidum = Cidade ou lugar fortificado.
Palestra (palaestra) = em sentido lato significa ginásio; em sentido restrito, é a parte do ginásio consagrada ao ensino de exercícios físicos.
Peristilo = Colunata que circunda um pátio interior.
Quaterniones = Folhas de papiro dobradas em duas partes reunidas em cadernos de quatro folhas.
Taberna, ae = Loja ou armazém.
Triclinium = Sala de jantar com um dos topos ocupado por três leitos dispostos em redor da mesa.
Villa, ae = Expressão que engloba a villa rustica (casa de campo) e a villa suburbana (moradia situada na periferia das cidades).

 FONTES: Meus apontamentos de História (Dr. José Hermano Saraiva)
                 http://wwwo.metalica.com.br/historia-da-tinta
                 http://www.conimbriga.pt/portugues/ruinas.html
                 http://viasromanas.planetaclix.pt/
                 Power poit de Carminda Neves 
video
                Filme de Carminda Neves

             Coimbra,julho de 2015
             Carminda Neves 


   













terça-feira, 7 de julho de 2015

ASPETOS CARATERÍSTICOS DA CIVILIZAÇÃO HELÉNICA


      Não há na história grega a fase do estado templo, a fase dos Sacerdotes reis, Os Gregos atingiram imediata e diretamente, a organização de cidade, que se tinha desenvolvido no Próximo Oriente em torno do templo.
  Os invasores gregos (a civilização egeia foi submetida e absorvida pelos povos Helénicos, vindos do norte) receberam a associação do templo e da cidade como uma ideia já feita a aproveitar. O que mais os impressionou a respeito da cidade foram, provavelmente, as suas muralhas. É duvidoso que se tenham entregado imediatamente à vida de cidade e à cidadania. Terão vivido, em princípio, em aldeias abertas.
     Pensaram a respeito de cidade, primeiro, como um lugar seguro, em tempo de lutas, e do templo como algo de essencial à cidade, que não compreendiam nem discutiam. Recebiam essa herança de uma civilização anterior, quando ainda tinham, fortes no espirito, as ideias dos campos e das florestas.

barco de guerra Helénico
 Em muitas daquelas cidades, os sobreviventes da população anterior formavam, como um todo, uma classe subjugada de escravos do Estado; tal era o caso por exemplo dos, Hilotas em Esparta. Os nobres e plebeus tornaram-se senhores de terra (fazendeiros) eram eles que faziam e controlavam o comércio, os empreendimentos e a construção de navios. Alguns dos cidadãos mais pobres e livres seguiam as artes mecânicas, chegavam a assalariar-se como remeiros das galeras. Os sacerdotes existentes no mundo grego, ou eram guardiões de santuários e templos, ou funcionários dos sacrifícios; Aristóteles, na sua Politica, considera-os uma simples subdivisão da classe oficial.
  O cidadão servia como guerreiro na juventude, governante na maturidade e sacerdote na velhice. A classe sacerdotal em comparação com a classe equivalente no Egito e na Babilónia era pequena e insignificante.
   Os sacerdotes e sacerdotisas desses templos não estavam unidos numa classe, nem exerciam qualquer poder. Eram os nobres e os plebeus livres, duas classes que em alguns casos se fundiam num corpo comum de cidadãos, que constituíam o Estado grego. Em muitas ocasiões, especialmente nas cidades estados, a população de escravos e de estrangeiros sem franquia sobrepujava, em muito, o número dos cidadãos. Para eles, o Estado só existia por favor; legalmente, o Estado existia apenas para o corpo selecionado de cidadãos. Podia tolerar ou não o escravo e o estranho, mas eles não tinham nenhuma voz legal no seu próprio tratamento – era como se vivessem em regime despótico.
  Tal estrutura social difere amplamente da estrutura das monarquias orientais.
  Outro contaste entre os estados gregos e outras comunidades humanas até agora consideradas é a sua incurável divisão. As civilizações do Egito, de Suméria, da China, e sem dúvida do Norte da India, começaram por um certo número de cidades estados independentes, cada uma delas compreendendo uma cidade e algumas povoações agrícolas e terras de cultivo à volta; mas dessa fase passaram, por um processo de unificação, a reinos e impérios.
BARCO DE GUERRA

  Os Gregos, no entanto até aos últimos dias da sua vida independente, não se uniram. Atribui-se o facto, às condições geográficas em que viviam. A Grécia é uma região cortada por uma multidão de vales, por massas de montanhas e braços de mar que tornam a intercomunicação particularmente difícil; tão difícil, que algumas cidades puderam manter muitas outras subjugadas durante grandes espaços de tempo. Além disso muitas ficavam em ilhas dispersas ao longo de costas remotas. Até ao final, os maiores estados cidades da Grécia conservaram-se menores do que muitos condados ingleses. Atenas, uma das maiores cidades gregas, no auge do seu poder tinha uma população de talvez um terço de milhão. Poucas excederam cinquenta mil habitantes. Desse número, metade ou mais era de escravos e estrangeiros, e dois terços de cidadãos livres, eram mulheres e crianças.

 Agora pleno século XXI: a Grécia, como disse na postagem anterior, foi a votos, dia 5-7-2015, para dizer sim ou não à Europa. Ou melhor para legitimar a autoridade do seu Primeiro-ministro perante a mesma. Disse não à Europa e sim ao seu primeiro-ministro, que tem defendido o país, acerrimamente, perante uma Europa, que tem atacado os países do Sul, chamando-lhes: preguiçosos que não gostam de trabalhar, que querem viver à custa do Norte. Ora tem sido precisamente o contrário. O Norte da Europa tem estado a encher os seus cofres, à custa do Sul da Europa. Fizeram empréstimos desastrosos sabendo de antemão que daí tirariam dividendos oportunistas. A Grécia e todo o Sul tem estado, como que, sob um ataque Viking quais séculos VIII e XI. A Grécia disse não. Não se libertou mas, pelo menos, luta como os seus antepassados. Portugal; e os outros servem de capacho aos exploradores do Norte.

FONTE: HISTÓRIA UNIVERSAL; G.H. WELLS
               PRIMEIRO VOLUME

COIMBRA, JULHO DE 2015
Carminda Neves

   


domingo, 5 de julho de 2015

OS GREGOS E OS PERSAS


 Os Gregos surgem, na ante manhã da História (digamos 1500 a. C.), como um daqueles erradios povos que, acompanhando os campos de pastagens, avançavam pelo sul da península Balcânica e entravam em conflito e se misturavam com a civilização egeia, que os precedera e de que Gnossos era o marco triunfal.
   Nos poemas Homéricos, essas tribos gregas falam a mesma língua e mantêm-se unidas, embora frouxamente, pela tradição comum de que aqueles poemas épicos são a expressão inspirada. As várias tribos tratam-se pelo nome comum de Helenos. Por certo, não chegaram todos de uma vez, mas em ondas sucessivas, podem distinguir-se três variações principais da antiga linguagem grega: a jónica, a eólica, e a dórica. Os Jónicos parecem ter precedido os outros Gregos, misturando-se intimamente com os povos civilizados que dominaram.
Migrações Helénicas 1000 a 800 A. C.

   As tribos helénicas conquistaram e destruíram em grande parte a civilização egeia que precedera a sua chegada, e, sobre as suas cinzas, ergueram uma civilização própria. Penetraram no mar e cruzaram, pelo caminho das ilhas, para a Ásia Menor; e passando o estreito de Dardanelos e pelo Bósforo, levaram as suas fundações até às costas do Sul e, depois, do Norte do Mar Negro. Irradiaram ainda pelo sul da Itália, a Magna Grécia, e palas costas do Norte do Mediterrâneo. Fundaram a cidade de Marselha, no local de uma colónia fenícia anterior. Deram inicio a fundações na Sicília, em competição com os Cartagineses, talvez antes de 735 a. C.
  Na retaguarda dos Gregos propriamente ditos. Vieram os Macedónios e Trácios, povos que lhe eram afins; e, pela ala esquerda, os Frígios cruzaram o Bósforo e penetraram na Asia Menor.
   Toda essa difusão de povos Gregos transcorre antes dos começos da história escrita. Pelo século VII a. C. – isto é, pelo tempo do cativeiro dos Judeus na Babilonia – os limites do antigo mundo da civilização pré helénica, na Europa, já estavam obliterados. Tirinto e Gnossos eram locais sem importância; Micenas e Troia sobreviviam na lenda; as grandes cidades do mundo grego eram Atenas, Esparta (capital da Lacedemónia), Corinto, Tebas, Samo, Mileto. O mundo a que os nossos avós chamavam a «antiga Grécia» tinha-se erguido sobre as ruínas esquecidas de uma Grécia ainda mais antiga, em muitos aspetos tão civilizada e artística como a segunda, e de que apenas hoje temos conhecimento, graças aos esforços de escavações arqueológicas.
COMBATE NAVAL GRÉCIA PRIMITIVA
    Mas a Grécia antiga mais nova de que estamos agora a tratar ainda vice fortemente na imaginação e instituições humanas, porque falam uma língua formosa e expressiva, semelhante à nossa própria língua, e porque assimilou o alfabeto Mediterrânico e o aperfeiçoou, com a adição de vogais, de modo a tornar o ler e escrever artes fáceis de aprender e praticar. Dessa Grécia pois, é que data a difusão da leitura e escrita e, consequentemente a possibilidade de se fazer a história.
   Hoje século XXI a Grécia vive momentos muito difíceis, que lhe são impostos por meia dúzia de países da atual Europa. (Países que na época em que ela já lia e escrevia) não conheciam a escrita nem a leitura, e andavam vestidos com peles de animais.

   Tem uma divida de milhões, que não consegue pagar, e que esses países sedentos de cifrões e ganancia de poder, não se dão ao trabalho de perdoar. Países cujas dívidas e horrendos crimes o mundo tenta esquecer e perdoar, (não é fácil esquecer o holocausto provocado pela Alemanha) em pleno século XX. A sua dívida “material” de guerra o mundo perdoou “metade”. Entre esse mundo estava a Grécia. Dia 5-7-2015 a Grécia vive um referendo para o seu povo poder dizer sim ou não à Europa.

 FONTE: HISTÓRIA UNIVERSAL; H. G. WELLS.
                VOLUME I
Coimbra, julho de 2015

Carminda Neves

sexta-feira, 3 de julho de 2015

AQUILES


Filho de Peleu, rei dos Mirmidões, e da deusa do mar Tétis, que o mergulhou no Estige para o tornar invulnerável. Como, porém, Tétis o segurava pelo calcanhar, ficou a ser o único ponto vulnerável do corpo de Aquiles.
  Aquiles é o herói principal da Ilíada, de Homero. Criado juntamente com Pátroclo, seu amigo de infância em Ftia, foi educado por Fénix e Quíron.
    Conduziu os Mirmidões em 50 barcos para Troia e durante os primeiros anos da guerra de troia distinguiu-se em feitos esplendorosos. Porém, quando Agamémnon, rei de Micenas, lhe roubou Briseida, a sua escrava favorita, Aquiles, nos calabouços, recusou-se a continuar a lutar, causando, assim, pesadas baixas aos gregos. Só voltou à guerra para matar Heitor, que havia morto o seu amigo Pátroclo.
    Aquiles aparece como herói em abundantes obras literárias. Para além da Ilíada e da Odisseia - onde é mostrada o destino de Aquiles após a sua morte - pode-se destacar, ainda, a tragédia Ifigénia em Áulide, de Eurípides, "imitada" mais tarde pelo dramaturgo francês Jean Racine (1674) e transformada em ópera pelo compositor alemão Christoph Willibald Gluck (1774), além das artes plásticas, onde podem ser encontradas, além das diversas pinturas de vasos e esculturas do próprio período da Antiguidade Clássica, telas de Rubens, Teniers, Ingres, Delacroix e muitos outros, que retratam as suas múltiplas façanhas.
    Na Ilíada prediz-se a sua morte às mãos e de Apolo, causada por uma seta envenenada que o atingiu no calcanhar.


 FONTE:KOOGAN LAROUSSE

Coimbra, julho de 2015
Carminda Neves
                  https://youtu.be/oLC-ORph2t8 

BACALHAU COM NATAS

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