sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sancho I de Portugal

4 POSTAGEM: PORTUGAL SEU 2º REI

Reinado6 de Dezembro de 1185
a 26 de Março de 1211
Coroação9 de Dezembro de 1185
Antecessor(a)Afonso I
Sucessor(a)Afonso II
EsposaDulce de Aragão
DescendênciaTeresa de Portugal
Sancha de Portugal
Afonso II de Portugal
Pedro I, Conde de Urgel
Fernando, Conde de Flandres
Mafalda de Portugal
Branca de Portugal, Senhora de Guadalajara
Berengária de Portugal
CasaBorgonha
Nome completo
Martinho
Nascimento11 de Novembro de 1154
Coimbra, Portugal
Morte26 de Março de 1211 (56 anos)
Coimbra, Portugal
EnterroMosteiro de Santa Cruz, Coimbra, Coimbra, Portugal
PaiAfonso I de Portugal
MãeMafalda de Saboia

Sancho I (Coimbra11 de Novembro de 1154 – Coimbra, 26 de Março de 1211), apelidado de Sancho, o Povoador, foi o Rei de Portugal de 1185 até sua morte. Era filho do rei Afonso I de Portugal e sua esposa Mafalda de Saboia. Ele promoveu e apadrinhou o povoamento dos territórios do país — destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-MontesGouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), São Vicente da Beira (1195) ou Belmonte(1199), povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e da Borgonha.


Quinto filho do monarca Afonso Henriques, foi baptizado com o nome de Martinho, por haver nascido no dia do santo Martinho de Tours, e não estaria preparado para reinar; no entanto, a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, quando Martinho contava apenas três anos de idade, levou à alteração da sua onomástica para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso.
Em 15 de Agosto de 1170 Sancho foi armado cavaleiro pelo seu pai logo após o acidente de D. Afonso Henriques em Badajoz e tornou-se seu braço direito, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista administrativo. Nestes primeiros tempos de Portugal enquanto país independente, muitos eram os inimigos da coroa, a começar pelo Reino de Leão que havia controlado Portugal até então. Para além do mais, a Igreja demorava em consagrar a independência de Portugal com a sua bênção. Para compensar estas falhas, Portugal procurou aliados dentro da Península Ibérica, em particular o reino de Aragão, um inimigo tradicional de Castela, que se tornou no primeiro país a reconhecer Portugal. O acordo foi firmado 1174 pelo casamento de Sancho, então príncipe herdeiro, com a infanta Dulce, irmã mais nova do rei Afonso II de Aragão.
No ano de 1178, D. Sancho faz uma importante expedição contra mouros, confrontando-os perto de Sevilha e do rio Guadalquivir, e ganha-lhes a batalha. Com essa ação, expulsa assim a possibilidade deles entrarem em território português.
Com a morte de Afonso Henriques em 1185, Sancho I torna-se no segundo rei de Portugal. Tendo sido coroado na Sé de Coimbra, manteve essa cidade como o centro do seu reino. D. Sancho deu por finda as guerras fronteiriças pela posse da Galiza e dedicou-se a guerrear os mouros localizados a Sul. Aproveitou a passagem pelo porto de Lisboa dos cruzados da terceira cruzada, na primavera de 1189, para conquistar Silves (Portugal), um importante centro administrativo e económico do Sul, com população estimada em 20.000 pessoas. Sancho ordenou a fortificação da cidade e construção do castelo que ainda hoje pode ser admirado. A posse de Silves foi efémera já que em 1190 Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur cercou a cidade de Silves (Portugal) com um exército e com outro atacou Torres Novas, que apenas conseguiu resistir durante dez dias, devido ao rei de Leão e Castela ameaçar de novo o Norte.

Maravedi (morabitino) em ouro com a efígie de Sancho I
Sancho I dedicou muito do seu esforço governativo à organização política, administrativa e económica do seu reino. Acumulou um tesouro real e incentivou a criação de indústrias, bem como a classe média de comerciantes e mercadores. Sancho I concedeu várias cartas de foral principalmente na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), São Vicente da Beira (1195), Guarda (1199), etc, criando assim novas cidades, e povoando áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha. O rei é também lembrado pelo seu gosto pelas artes e literatura, tendo deixado ele próprio vários volumes com poemas. Neste reinado sabe-se que alguns portugueses frequentaram universidades estrangeiras e que um grupo de juristas conhecia o Direito que se ministrava na escola de Bolonha. Em 1192 concedeu ao mosteiro de Santa Cruz 400 morabitinos para que se mantivessem em França os monges que lá quisessem estudar.
POESIA DE SANCHO I


Outorgou o seu primeiro testamento em 1188/89 no qual doou a sua esposa os rendimentos de Alenquer, terras do Vouga, Santa Maria da Feira e do Porto. Seu último testamento foi feito em Outubro de 1209 quase dois anos antes de sua morte. O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, ao lado do túmulo do pai



Títulos e estilos

  • 11 de Novembro de 1154 – 6 de Dezembro de 1185: O Infante Martinho de Portugal
  • 6 de Dezembro de 1185 – 26 de Março de 1211Sua Mercê, El-Rei de Portugal
O primeiro estilo oficial de D. Sancho I enquanto Rei de Portugal:
Pela Graça de Deus, Sancho I, Rei dos Portugueses
Com a Tomada de Silves, em 1189, a titulatura régia evolui para:
Pela Graça de Deus, Sancho I, Rei de Portugal, de Silves e do Algarve
Quando os Almóadas retomam Silves, em 1191, D. Sancho volta a usar o seu estilo oficial original.


Sancho I de Portugal – Wikipédia, a enciclopédia livre

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sancho_I_de_Portugal


Estúdio Raposa » D. Sancho I

https://www.estudioraposa.com/index.php/category/poetas/d-sancho-i

                                                                             COIMBRA, AGOSTO DE 2017
                                                                       Carminda Neves














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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Afonso I de Portugal

Primeiro rei de Portugal. 

3ª PARTE PORTUGAL INÍCIO


3Ficha genealógica:


D. Afonso Henriques, nasceu possivelmente em Coimbra, em 1109, e faleceu em Coimbra em 8 de dezembro de 1185. Casou em 1145/1146 com D. Mafalda, que nasceu em data incerta, e morreu em Coimbra a 4 de novembro de 1157, ficando sepultada no Convento de Santa Cruz; filha de Amadeu II, conde de Sabóia e Piemonte, e da condessa Mafalda de Albon. Tiveram os seguintes filhos:
1. D. Henrique, nasceu a 5 de março de 1147 e morreu jovem;
2. D. Sancho, que herdou a coroa;
3. D. João, nasceu e morreu em data incerta;
4. D. Urraca, nasceu em Coimbra, por volta de 1150, e casou com D. Fernando II, rei de Leão, por 1165; sendo repudiada em 1179; faleceu em ano incerto;
5. D. Mafalda, nasceu em Coimbra, em ano incerto; noiva do conde D. Raimundo de Berenguer, filho do conde de Barcelona, em 1160; faleceu pouco depois;
6. D. Teresa, nasceu em ano incerto; casou com Filipe de Alsácia, conde de Flandres, por volta de 1177; faleceu depois de 1211, em Furnes);
7. D. Sancha, nasceu e faleceu em data incerta.
O monarca teve os seguintes filhos bastardos:
8. D. Fernando Afonso, referido em documentos de 1166 a 1172;
9. D. Pedro Afonso (n. e f. em data incerta), por muitos considerado também irmão do monarca, pois tomou parte na conquista de Santarém e esteve em Claraval antes de 1153.
10. D. Afonso, nasceu em ano incerto; mestre da Ordem de S. João de Rodes, de 1203 a 1206; faleceu em 1 de março de 1207;
11. D. Urraca, que nasceu e faleceu em data incerta.

Filho do conde D. Henrique e da infanta D. Teresa. Terá nascido em Coimbra, ou mais provavelmente em Viseu em 5 de agosto de 1109, de acordo com a tese recente de Armando de Almeida Fernandes, e foi, possivelmente, criado em Guimarães onde viveu até 1128. 
Tomou, em 1120, uma posição política oposta à de D. Teresa (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga. Este forçado a emigrar leva consigo o infante que em 1122 se arma cavaleiro. Restabelecida a paz, voltam ao condado. Entretanto novos incidentes provocam a invasão do condado portucalense por D. Afonso VII, que, em 1127, cerca Guimarães onde se encontrava D. Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste, D. Afonso VII desiste de conquistar a cidade. Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de D. Teresa defrontam-se com as de D. Afonso Henriques tendo estas saído vitoriosas – o que consagrou a autoridade de D. Afonso Henriques no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. 
D. AFONSOHENRIQUES E D. MAFALDA DE SABOIA
Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder este concentrou os seus esforços em dois planos: Negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e o reconhecimento do Reino. 
Os passos mais importantes foram os seguintes: 
- fundação do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1131, directamente subordinada à cúria romana – fundação que propiciou a reunião das dioceses portuguesas à metrópole de Braga; 
declaração de vassalagem por parte de D. Afonso Henriques à Santa Sé em 1143 – em virtude de uma nova fase da sua política iniciada com o use do título de rei; 
obtenção da bula de 1179, na qual o papa Alexandre III designava pela primeira vez D. Afonso Henriques rei a ao qual dava o direito de conquistar terras aos Mouros sobre as quais outros príncipes cristãos não tivessem direitos anteriores;
- pacificação interna do reino e alargamento do território através de conquistas aos Mouros  o limite sul estabelecido para o condado portucalense  e assim Leiria em 1135, Santarém e Lisboa em 1147  quer mesmo para além deste, sempre que isso não viesse originar conflitos com o Imperador  e assim Almada e Palmela em 1147, Alcácer em 1160 e quase todo o Alentejo (que posteriormente foi de novo recuperado pelos Mouros).

Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Segundo a tradição, a independência foi confirmada mais tarde, nas míticas cortes de Lamego quando recebeu a coroa de Portugal do arcebispo de Braga se bem que estudos recentes questionem a reunião destas cortes. Em 1140 Afonso assina pela primeira vez "Ego Alfonsus portugalensium Rex"


FONTES:

www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/afonso1.html


Resultados da procura

Afonso I de Portugal – Wikipédia, a enciclopédia livre

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_I_de_Portuga

                                       

                                                  COIMBRA AGOSTO DE 2017
                                                         CARMINDA NEVES


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Henrique de Borgonha, conde de Portucale

CONTINUA A DESENHAR-SE PORTUGAL

2ª POSTAGEM DA HISTÓRIA DE PORTUGAL

O primeiro Conde do Condado de Portucale, Henrique de Borgonha, é conhecido por ser o fundador da Monarquia Portuguesa por ser o pai do primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

Nasceu em Dijon, França em 1062 e morreu em Astorga em 1112.
De ascendência da família ducal de Borgonha, era filho de Henrique O Donzel e Beatriz ou Sibila de Barcelona.
Tinha dois irmãos duques, Odo I e Hugo I.
Estando no quarto lugar da linha de sucessão, Henrique de Borgonha decidiu alcançar a fortuna e os títulos através dos atos heróicos e sendo cruzado tomou partido na Guerra da Reconquista Cristã.
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HENRIQUE E D. TERESA
Nesse mesmo ano de 1096 o casal formado por D. Teresa e Henrique de Borgonha recebe com direitos de jure (para eles e para sua descendência) a designação de Condes do Condado de Portucale, Coimbra e Santarém, sendo este dependente do Reino de Leão e Castela e prestando vassalagem direita nesta corte.
Desta maneira ajudou ao Rei Afonso VI de Leão e Castela na conquista do Reino de Galiza, recebendo como prémio pelos serviços emprestados o casamento com a filha natural do Rei e de Ximena Nunes, D. Teresa de Leão, em 1093.
Nesse mesmo ano Henrique de Borgonha atravessa o rio Mondego e toma soberania em Santarém, Lisboa e Sintra, aumentando os domínios e territórios cristãos e do Rei Afonso VI.
Nos anos seguintes Henrique de Borgonha continuo participando nas cruzadas contra as invasões muçulmanas e expandindo os territórios do seu Condado.
Em 1095 já era senhor de Coimbra, o ano seguinte o foi de Braga.
Já em 1097 intitulava-se “comes portucalensis”, quer dizer que já começava a usar legalmente a herança das terras outorgadas pelo Rei. Enquanto o Rei D. Afonso VI esteve no poder e com vida, D. Henrique de Borgonha sempre demonstrou sua fidelidade e serviços. Deste modo, continuo defendendo o seu Rei nas batalhas contra os almorávidas em Malagón em 1100.
Continuando com suas funções de cavaleiro cruzado e vendo que na península a ocupação muçulmana estava sob controle, empreendeu novas expedições da Guerra Santa, desta vez na companhia de Geraldo de Braga com o objectivo de defender a Roma junto com o Papa.  O seus serviços para com a empresa cruzada o levariam até Oriente dentre os anos 1103 até 1105.
FONTE:

Henrique de Borgonha - Biografia de Henrique de Borgonha

www.historiadeportugal.info › Ilustres de Portuga

COIMBRA, JULHO DE 2017
CARMINDA NEVES



Raimundo de Borgonha

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HENRIQUE DE BORGONHA
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Raimundo de Borgonha






Assim se começa a desenhar Portugal

Iª POSTAGEM DA HISTÓRIA DE PORTUGAL 

Raimundo de Borgonha (Besançon1070 — Grajal de Campos24 de maio de 1107) foi o quarto filho de Guilherme I "o Grande"conde de Borgonha, e tinha como apanágio o pequeno condado de Amous.
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Visitou pela primeira vez a Península Ibérica, entre o ano de 1086 ou 1087, acompanhando o duque Odo  da Borgonha, e, pela segunda vez em 1090 para casar com Urraca de Leão e Castela, única filha legítima e herdeira de Afonso VI, imperador de Leão e Castela e Constança da Borgonha.

Vinha, desta feita, acompanhado por seu primo Henrique, Conde de Portugal, que recebeu como mulher a outra filha de Afonso VI de Leão e Castela, Teresa de Leão. Pelo seu casamento D. Raimundo recebeu em apanágio, como feudo, segundo as práticas peninsulares, o condado da Galiza, que se estendia para sul até ao Rio Minho. O Condado Portucalense (entre o Rio Minho e o Rio Douro) em Coimbra, foi atribuído como condado a D. Henrique, nascendo assim o condado Portucalense sob a égide da Casa de Borgonha (1096).
D.Henrique casou com D. Teresa filha ilegítima de Afonso VI

Resultados da procura

FONTE:

Raimundo de Borgonha – Wikipédia, a enciclopédia livre

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_de_Borgonha

                                                   Coimbra, julho de 2017
                                                         Carminda Neves

domingo, 30 de julho de 2017

Dinis I de Portugal

D. DINIS REI DE PORTUGAL
Dinis I, apelidado de o "Rei Lavrador" e "Rei Poeta", foi o Rei de Portugal e Algarve de 1279 até sua morte. Era o filho mais velho do rei Afonso III e sua segunda esposa Beatriz de Castela. Wikipédia
Nascimento9 de outubro de 1261, Lisboa
Falecimento7 de janeiro de 1325, Santarém

Nasceu em Lisboa a 9 de outubro de 1261. Faleceu em Santarém a 7 de janeiro de 1325. Era filho do rei D Afonso III, e de sua segunda mulher, D. Beatriz, filha de D. Afonso X, de Castela. 
Nascera, sendo ainda viva a primeira mulher de seu pai, D. Matilde, condessa de Bolonha, de quem se divorciara. Este facto deu causa, depois da morte de D. Afonso III, a grandes discórdias entre D. Dinis e seu irmão D. Afonso, que, apesar de ser filho segundo, se julgava com direito ao trono, considerando D. Dinis como filho adulterino. O papa, porém, tendo absolvido o finado rei, ficara D. Dinis reconhecido e legitimado para todos os efeitos, como filho primogénito e herdeiro do trono. D. Dinis foi um dos monarcas portugueses mais instruídos. Seu pai esmerou-se em lhe dar uma educação superior, dando-lhe bons preceptores e abalizados mestres, como o padre francês Aimeric de Ebrard, seu educador científico, e o padre D. Domingos Jardo, que estudara em Paris, e foi bispo de Lisboa e capelão de Afonso III. Eram dois espíritos altamente esclarecidos, e que muito contribuíram para as reformas e melhoramentos que D. Dinis introduziu no reino, e para o amor que consagrou aos estudos literários. Teve como aios Nuno Martim de Chacim, e Lourenço Gonçalves Magro, descendente de Egas Monis, o célebre aio de D. Afonso Henriques. D. Dinis contava apenas seis anos de idade, quando foi como embaixador a Castela. No fim de longa pendência, ficara o Algarve pertencendo à Coroa portuguesa, tendo, porém, o encargo feudal de enviar a Castela em caso de guerra, cinquenta lanças como preito de vassalagem. D. Afonso III desejava ardentemente livrar o reino deste feudo, e ofereceu-se-lhe um belo ensejo na célebre cruzada que D. Afonso X pensou em mandar contra África. O rei de Portugal mostrou-se muito zeloso em lhe prestar auxílio, armou tropas, dando o comando nominal da expedição ao filho ainda criança. A cruzada não chegou a partir, porém D. Dinis foi enviado a Sevilha, onde residia o avô, que o recebeu com muita afabilidade, e em atenção à visita do neto dispensou Portugal para sempre do tributo das cinquenta lanças. D. Dinis foi o primeiro príncipe português que teve casa própria, que seu pai lhe deu, apenas chegou á puberdade. 

Falecendo D. Afonso III em 1279, subiu ao trono, tendo dezoito anos de idade. Se o espírito do jovem monarca não estivesse tão fortalecido pelo profundo estudo a que se entregara, e pela energia do seu caráter, teria decerto sucumbido às dissidências, e intrigas que logo se desenvolveram. Estava, porém, preparado para resistir à luta. A sua mãe, a rainha D. Beatriz que pretendia ter parte e influencia no governo do reino, falou-lhe em termos respeitosos mas enérgicos, fazendo-lhe sentir que só ele era o rei. A rainha julgou-se ofendida e retirou-se para Castela. D. Afonso, que se pôs em campo conspirando contra o irmão, disputando-lhe o trono, alegando os direitos conforme dissemos, obrigou-o a fugir também para Castela, logo que descobriu que se preparava para a revolta. Os prelados que tinham partido para Roma por conflitos com D. Afonso III intrigavam e procuravam levantar no reino a agitação religiosa, nesse tempo bem terrível. Sobre Portugal pesava então um interdito, o que naquela época era uma arma terrível. O povo, privado dos sacramentos e dos ofícios divinos, não podia consolar-se. A cúria romana para o fazer cessar, exigiu que D. Dinis respeitasse as imunidades do clero ainda as mais absurdas, e D. Dinis que lhe convinha a paz religiosa, discutiu quanto pôde as condições da concordata, que finalmente concluiu com o papa Nicolau IV em 1289. Na concordata prometia muito, mas não cumpriu nada. Os prelados quiseram revoltar-se de novo, mas encontraram mão firme a doma-los. Contudo, D. Dinis era essencialmente justo. Se, pondo em vigor as leis da desamortização ou não amortização, que os seus antecessores tinham promulgado e que ficaram sendo letra morta, obrigou o clero a não conglobar na sua propriedade a maior parte das terras do país, por outro lado protegia a Igreja contra os vexames e as exigências injustificáveis da nobreza. Com essa foi D. Dinis também enérgico, e pode dizer-se que lançou o cimento do poder real, firmando-se no povo que protegia contra as violências e avidez da fidalguia. 

Ocupou-se com o maior desvelo da instrução pública, em que até ali ninguém pensara, e fundou cm Lisboa a universidade, no ano de 1290 (V. Coimbra, Universidade de), que em 1307 transferiu para Coimbra. O mosteiro de Odivelas também foi obra deste monarca, e ali ficou sepultado em túmulo, colocado numa das capelas, que é urna das preciosidades que existem no convento (V. Odivelas). Instituiu em 1299 no palácio da Alcáçova, no castelo de S. Jorge de Lisboa, a capella real dedicada a S. Tomé, com capelões e músicos para serviço do coro (V. Capela Real). Fez muitas doações a todas as ordens militares de Portugal, e a muitas das igrejas catedrais, a particulares e conventos. Dizem que D. Dinis dispensou grossas quantias com a sua jornada a Castela, e antes dela, nas guerras civis, que o rei D. Fernando IV, casado com sua filha D. Constança, teve no seu reinado, a quem deu um milhão de cruzados, que naquele tempo era uma soma considerável. Na guerra que o referido monarca sustentou contra Granada, o auxiliou com setecentos cavalos, À ordem de D. Martim Gil de Sousa, seu Alferes-mor, e com dezassete mil marcos de prata. Conservava sempre nas costas do Algarve um bom número de galés, para impedir os assaltos dos mouros, que então eram frequentes. Todas estas despesas extraordinárias não causaram o menor vexame aos povos. Tal era a abundância que se notava no reino, e tanta a riqueza que lhe tributavam as minas e as areias. Das do rio Tejo se coibia naqueles tempos grande quantidade de ouro, do qual mandou D. Dinis lavrar uma coroa e cetro de grande valor.

Cancioneiro, que encerra as suas poesias, ó o primeiro monumento da nossa literatura. Há uma edição publicada em Paris, em 1847, na casa de J. P. Aillaud, com o seguinte título: Cancioneiro d'El-rei D. Dinis, pela primeira vez impresso sobre o manuscrito da Vaticana, com algumas notas ilustrativas, e uma prefação literária, pelo dr. Caetano Lopes de Moura. No Dictionnaire historico artistique du Portugal, do conde Raczynski, a pág. 66, lê-se o seguinte: "O arquivo da Torre do Tombo possui dois selos do rei D. Dinis. Um encontra-se preso a um contrato de troca de bens com o mosteiro de S. João de Tarouca (Casa da Coroa, gaveta 14, maço 1); o outro, as cartas de doação em favor do infante D. Afonso (Casa da Coroa, gaveta 14, maço 3)." Raczynski fala também em diferentes moedas cunhadas no tempo de D. Dinis, como a dobra cruzada, o forte, o meio forte, e a libra em prata. Faz notar, principalmente, uma que diz ser do tamanho aproximado de uma moeda de um franco, que tem no anverso as quinas e a legenda: Dionisi, regis Portugaliae et Algarbi; no reverso, a cruz e a legenda: Adjutorium nostrum in nomine Domini qui.fecit celum et terram.

FONTE:

D. Dinis I, rei de Portugal - Portugal, Dicionário Histórico

www.arqnet.pt/dicionario/dinis1.html

                                                           Coimbra,julho de 2017
                                                                       Carminda Neves



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Passos, o Coelho, prometeu ou previu a chegada do Diabo

Todos pensámos que se referia a uma nova crise financeira, um resgate, um aumento do desemprego, uma queda do PIB. Mas, nada disso, o Diabo veio através de uma caixa de fósforos. Talvez, por isso, admito que o incêndio de Predógão Grande surgiu a pedido de um mandatário do Diabo (Passos, o Coelho) para incendiar a Pátria de todos os portugueses que ele julgava ser só dele e que lha roubaram na Assembleia da República.
Nunca o clima esteve tão bom para o diabo aparecer com as vestes do inferno dos pecadores, o fogo, e o pecador para o Coelho é, naturalmente, António Costa que se atreveu a governar e a iniciar um processo de recuperação da economia nacional e dos rendimentos dos portugueses.
A Joana Marques Vidal agarrou-se logo a esse diabo e fez aquilo que nunca tinha feito, nem com os mortos da legionela, colocou-o em segredo de justiça e alimenta assim a polémica nefasta para quem não tem culpa nenhuma.
Sim, desde que eu era criança, há muitas décadas atrás, vi pessoalmente fogos e um até junto a uma casa de campo/praia da família.
A Joana com o seu “segredo de justiça” permite que os pasquins digam que morreu muita gente mais, como se o número divulgado não fosse já se si dramático. Um só morto seria demais quanto mais os sessenta e tal.
Cristas quer mais mortos, revelando ser mulher de nenhuma cabeça. Joana Marques Vidal fecha-se em copas e não deixa divulgar os nomes dos mortos como se as vítimas que todos lamentamos tivessem alguma culpa no cartório.
Mesmo que, por acaso, um incendiário tivesse sido apanhado pelas chamas que ateou não vale a pena não divulgar o seu nome porque os procuradores da Joana e a PJ provavelmente nunca chegarão a saber quem foi.
Claro que a ministra mostra-se pouco enérgica perante a Joana Marques Vidal.
O combate aos incêndios é tarefa do Governo e o pagamento de indemnizações que passa pela identificação dos pobres falecidos, tal como o apoio psicológico aos familiares.
Nada disso é da conta da Joana, mas sim da Constança Urbano de Sousa. Não acredito que haja algo que permita à Joana Marques Vidal intrometer-se de tal maneira naquilo que é o trabalho de gestão do Governo.
Compete à Joana encontrar quem acendeu aquilo, mas é óbvio que os mortos não devem ter sido. Ela sabe que só pode ter sido gente da oposição e, por isso, mantém um segredo de justiça que não tem explicação.
De resto, Joana é a pior magistrada de sempre que a democracia teve, não só no sentido do direito como também no caráter da pessoa. Pior que ela, talvez o pai que condenava gente com as falsas provas apresentadas pela pide.
https://estatuadesal.com/2017/07/26/passos-o-coelho-prometeu-ou-previu-a-chegada-do-diabo-para-abater-o-governo-atual/
coimbra, julho de 2017
carminda neves

domingo, 23 de julho de 2017

RAINHA ESTER


No terceiro ano do seu reinado, fez um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e Média e os nobres e príncipes das províncias,
Para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber: cento e oitenta dias.
E, acabados aqueles dias, fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.
As tapeçarias eram de pano branco, verde, e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore; os leitos de ouro e de prata, sobre um pavimento de mármore vermelho, e azul, e branco, e preto.
E dava-se de beber em copos de ouro, e os copos eram diferentes uns dos outros; e havia muito vinho real, segundo a generosidade do rei.
E o beber era por lei, sem constrangimento; porque assim tinha ordenado o rei expressamente a todos os oficiais da sua casa, que fizessem conforme a vontade de cada um.
Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres, na casa real do rei Assuero.
E ao sétimo dia, estando já o coração do rei alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Carcas, os sete camareiros que serviam na presença do rei Assuero,
Que introduzissem na presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua beleza, porque era formosa à vista.
Porém a rainha Vasti recusou vir conforme a palavra do rei, por meio dos camareiros; assim o rei muito se enfureceu, e acendeu nele a sua ira.
Então perguntou o rei aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os negócios do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito;
E os mais chegados a ele eram: Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena, e Memucã, os sete príncipes dos persas e dos medos, que viam a face do rei, e se assentavam como principais no reino),
O que, segundo a lei, se devia fazer à rainha Vasti, por não ter obedecido ao mandado do rei Assuero, por meio dos camareiros.
Então disse Memucã na presença do rei e dos príncipes: Não somente contra o rei pecou a rainha Vasti, porém também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero.
Porque a notícia do que fez a rainha chegará a todas as mulheres, de modo que aos seus olhos desprezarão a seus maridos quando ouvirem dizer: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, porém ela não veio.
E neste mesmo dia as senhoras da Pérsia e da Média, ouvindo o que fez a rainha, dirão o mesmo a todos os príncipes do rei; e assim haverá muito desprezo e indignação.
Se bem parecer ao rei, saia da sua parte um edito real, e escreva-se nas leis dos persas e dos medos, e não se revogue, a saber: que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela.
E, ouvindo-se o mandado, que o rei decretará em todo o seu reino (porque é grande), todas as mulheres darão honra a seus maridos, desde a maior até à menor.
E pareceram bem estas palavras aos olhos do rei e dos príncipes; e fez o rei conforme a palavra de Memucã.
Então enviou cartas a todas as províncias do rei, a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua; que cada homem fosse senhor em sua casa, e que se falasse conforme a língua do seu povo



1 Algum tempo depois, quando cessou a indignação do rei Xerxes, ele se lembrou de Vasti, do que ela havia feito e do que ele tinha decretado contra ela.
2 Então os conselheiros do rei sugeriram que se procurassem belas virgens para o rei,
3 e que se nomeassem comissários em cada província do império para trazerem todas essas lindas moças ao harém da cidadela de Susã. Elas estariam sob os cuidados de Hegai, oficial responsável pelo harém, e deveriam receber tratamento de beleza.
4 A moça que mais agradasse o rei seria rainha em lugar de Vasti. Esse conselho agradou o rei, e ele o pôs em execução.
5 Nesse tempo vivia na cidadela de Susã um judeu chamado Mardoqueu, da tribo de Benjamim, filho de Jair, neto de Simei e bisneto de Quis.
6 Ele fora levado de Jerusalém para o exílio por Nabucodonosor, rei da Babilónia, entre os que foram levados prisioneiros com Joaquim[3], rei de Judá.
7 Mardoqueu tinha uma prima chamada Hadassa, que havia sido criada por ele, por não ter pai nem mãe. Essa moça, também conhecida como Ester, era atraente e muito bonita, e Mardoqueu a havia tomado como filha quando o pai e a mãe dela morreram.
8 Quando a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moças foram trazidas à cidadela de Susã e colocadas sob os cuidados de Hegai. Ester também foi trazida ao palácio do rei e confiada a Hegai, encarregado do harém.
9 A moça o agradou e ele a favoreceu. Ele logo lhe providenciou tratamento de beleza e comida especial. Designou-lhe sete moças escolhidas do palácio do rei e transferiu-a, junto com suas jovens, para o melhor lugar do harém.
10 não tinha revelado a que povo pertencia nem a origem da sua família, pois Mardoqueu a havia proibido de fazê-lo.
11 Diariamente ele caminhava de um lado para outro perto do pátio do harém, para saber como Ester estava e o que lhe estava acontecendo.
12 Antes de qualquer daquelas moças apresentar-se ao rei Xerxes, devia completar doze meses de tratamento de beleza prescritos para as mulheres: seis meses com óleo de mirra e seis meses com perfumes e cosméticos.
13 Quando ia apresentar-se ao rei, a moça recebia tudo o que quisesse levar consigo do harém para o palácio do rei.
14 À tarde ela ia para lá e de manhã voltava para outra parte do harém, que ficava sob os cuidados de Saasgaz, oficial responsável pelas concubinas. Ela não voltava ao rei, a menos que dela ele se agradasse e a mandasse chamar pelo nome.
15 Quando chegou a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, que a tinha adoPtado como filha, ela não pediu nada além daquilo que Hegai, oficial responsável pelo harém, sugeriu. Ester causava boa impressão a todos os que a viam.
16 Ela foi levada ao rei Xerxes, à residência real, no décimo mês, o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.
17 O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens. Então ele lhe colocou uma coroa real e tornou-a rainha em lugar de Vasti.
18 O rei deu um grande banquete, o banquete de Ester, para todos os seus nobres e oficiais. Proclamou feriado em todas as províncias e distribuiu presentes por sua generosidade real.
19 Quando as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.
20 havia mantido segredo sobre seu povo e sobre a origem de sua família, conforme a ordem de Mardoqueu, pois continuava a seguir as instruções dele, como fazia quando ainda estava sob sua tutela.
21 Um dia, quando Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real, Bigtã e Teres, dois dos oficiais do rei que guardavam a entrada, estavam indignados e conspiravam para assassinar o rei Xerxes.
22 Mardoqueu, porém, descobriu o plano e o contou à rainha Ester, que, por sua vez, passou a informação ao rei, em nome de Mardoqueu.
23 Depois de investigada a informação e descobrindo-se que era verdadeira, os dois oficiais foram enforcados[5]. Tudo isso foi escrito nos registos históricos, na presença do rei.

1 Depois desses acontecimentos, o rei Xerxes honrou Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague, promovendo-o e dando-lhe uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres.
2 Todos os oficiais do palácio real curvavam-se e prostravam-se diante de Hamã, conforme as ordens do rei. Mardoqueu, porém, não se curvava nem se prostrava diante dele.
3 Então os oficiais do palácio real perguntaram a Mardoqueu: “Por que você desobedece à ordem do rei?”
4 Dia após dia eles lhe falavam, mas ele não lhes dava atenção e dizia que era judeu. Então contaram tudo a Hamã para ver se o comportamento de Mardoqueu seria tolerado.
5 Quando Hamã viu que Mardoqueu não se curvava nem se prostrava, ficou muito irado.
6 Contudo, sabendo quem era o povo de Mardoqueu, achou que não bastava matá-lo. Em vez disso, Hamã procurou uma forma de exterminar todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o império de Xerxes.
7 No primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no mês de nisã[6], lançaram o pur, isto é, a sorte, na presença de Hamã a fim de escolher um dia e um mês para executar o plano. E foi sorteado o décimo segundo mês, o mês de adar[7].
8 Então Hamã disse ao rei Xerxes: Existe certo povo disperso e espalhado entre os povos de todas as províncias do teu império, cujos costumes são diferentes dos de todos os outros povos e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los.
9 Se for do agrado do rei, que se decrete a destruição deles, e eu colocarei trezentas e cinquenta toneladas[8] de prata na tesouraria real à disposição para que se execute esse trabalho.
10 Em vista disso, o rei tirou seu anel-selo do dedo, deu-o a Hamã, o inimigo dos judeus, filho de Hamedata, descendente de Agague, e lhe disse:
11 “Fique com a prata e faça com o povo o que você achar melhor”.
12 Assim, no décimo terceiro dia do primeiro mês os secretários do rei foram convocados. Hamã ordenou que escrevessem cartas na língua e na escrita de cada povo aos sátrapas do rei, aos governadores das várias províncias e aos chefes de cada povo. Tudo foi escrito em nome do rei Xerxes e selado com o seu anel.
13 As cartas foram enviadas por mensageiros a todas as províncias do império com a ordem de exterminar e aniquilar completamente todos os jude­us, jovens e idosos, mulheres e crianças, num único dia, o décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de adar, e de saquear os seus bens.
14 Uma cópia do decreto deveria ser publicada como lei em cada província e levada ao conhecimento do povo de cada nação, a fim de que estivessem prontos para aquele dia.
15 Por ordem do rei, os mensageiros saíram às pressas, e o decreto foi publicado na cidadela de Susã. O rei e Hamã assentaram-se para beber, mas a cidade de Susã estava em confusão.

1 Quando Mardoqueu soube de tudo o que tinha acontecido, rasgou as vestes, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz.
2 Foi até a porta do palácio real, mas não entrou, porque ninguém vestido de pano de saco tinha permissão de entrar.
3 Em cada província onde chegou o decreto com a ordem do rei, houve grande pranto entre os judeus, com jejum, choro e lamento. Muitos se deitavam em pano de saco e em cinza.
4 Quando as criadas de Ester e os oficiais responsáveis pelo harém lhe contaram o que se passava com Mardoqueu, ela ficou muito aflita e mandou-lhe roupas para que as vestisse e tirasse o pano de saco; mas ele não quis aceitá-las.
5 Então Ester convocou Hatá, um dos oficiais do rei, nomeado para ajudá-la, e deu-lhe ordens para descobrir o que estava perturbando Mardoqueu e por que ele estava agindo assim.
6 Hatá foi falar com Mardoqueu na praça da cidade, em frente da porta do palácio real.
7 Mardoqueu contou-lhe tudo o que lhe tinha acontecido e quanta prata Hamã tinha prometido depositar na tesouraria real para a destruição dos judeus.
8 Deu-lhe também uma cópia do decreto que falava do extermínio e que tinha sido anunciado em Susã, para que ele o mostrasse a Ester e insistisse com ela para que fosse à presença do rei implorar misericórdia e interceder em favor do seu povo.
9 Hatá retornou e relatou a Ester tudo o que Mardoqueu lhe tinha dito.
10 Então ela o instruiu que dissesse o seguinte a Mardoqueu:
11 “Todos os oficiais do rei e o povo das províncias do império sabem que existe somente uma lei para qualquer homem ou mulher que se aproxime do rei no pátio interno sem por ele ser chamado: será morto, a não ser que o rei estenda o cetro de ouro para a pessoa e lhe poupe a vida. E eu não sou chamada à presença do rei há mais de trinta dias”.
12 Quando Mardoqueu recebeu a resposta de Ester,
13 mandou dizer-lhe: Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, você será a única entre os judeus que escapará,
14 pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família do seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?
15 Então Ester mandou esta resposta a Mardoqueu:
16 “Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei”.
17 Mardoqueu retirou-se e cumpriu todas as instruções de Ester.

1 Três dias depois, Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do palácio, em frente do salão do rei. O rei estava no trono, de frente para a entrada.
2 Quando viu a rainha Ester ali no pátio, teve misericórdia dela e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão. Ester aproximou-se e tocou a ponta do cetro.
3 E o rei lhe perguntou: “Que há, rainha Ester? Qual é o seu pedido? Mesmo que seja a metade do reino, lhe será dado”.
4 Respondeu Ester: “Se for do agrado do rei, venha com Hamã a um banquete que lhe preparei”.
5 Disse o rei: “Tragam Hamã imediatamente, para que ele atenda ao pedido de Ester”. Então o rei e Hamã foram ao banquete que Ester havia preparado.
6 Enquanto bebiam vinho, o rei tornou a perguntar a Ester: “Qual é o seu pedido? Você será atendida. Qual o seu desejo? Mesmo que seja a metade do reino, lhe será concedido”.
7 E Ester respondeu: Este é o meu pedido e o meu desejo:
8 Se o rei tem consideração por mim, e se lhe agrada atender e conceder o meu pedido, que o rei e Hamã venham amanhã ao banquete que lhes prepararei. Então responderei à pergunta do rei.
9 Naquele dia Hamã saiu alegre e contente. Mas ficou furioso quando viu que Mardoqueu, que estava junto à porta do palácio real, não se levantou nem mostrou respeito em sua presença.
10 Hamã, porém, controlou-se e foi para casa. Reunindo seus amigos e Zeres, sua mulher,
11 Hamã vangloriou-se de sua grande riqueza, de seus muitos filhos e de como o rei o havia honrado e promovido acima de todos os outros nobres e oficiais.
12 E acrescentou Hamã: Além disso, sou o único que a rainha Ester convidou para acompanhar o rei ao banquete que ela lhe ofereceu. Ela me convidou para comparecer amanhã, com o rei.
13 Mas tudo isso não me dará satisfação, enquanto eu vir aquele judeu Mardoqueu sentado junto à porta do palácio real.
14 Então Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos lhe sugeriram: “Mande fazer uma forca, de mais de vinte metros[9] de altura, e logo pela manhã peça ao rei que Mardoqueu seja enforcado nela. Assim você poderá acompanhar o rei ao jantar e alegrar-se”. A sugestão agradou Hamã, e ele mandou fazer a forca.

1 Naquela noite o rei não conseguiu dormir; por isso ordenou que trouxessem o livro das crónicas do seu reinado, e que o lessem para ele.
2 E foi lido o registo de que Mardoqueu tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos oficiais do rei que guardavam a entrada do Palácio e que haviam conspirado para assassinar o rei Xerxes.
3 “Que honra e reconhecimento Mardoqueu recebeu por isso?”, perguntou o rei. Seus oficiais responderam: “Nada lhe foi feito”.
4 O rei perguntou: “Quem está no pátio?” Ora, Hamã havia acabado de entrar no pátio externo do palácio para pedir ao rei o enforcamento de Mardoqueu na forca que ele lhe havia preparado.
5 Os oficiais do rei responderam: “É Hamã que está no pátio”. “Façam-no entrar”, ordenou o rei.
6 Entrando Hamã, o rei lhe perguntou: “O que se deve fazer ao homem que o rei tem o prazer de honrar?” E Hamã pensou consigo: “A quem o rei teria prazer de honrar, senão a mim?”
7 Por isso respondeu ao rei: Ao homem que o rei tem prazer de honrar,
8 ordena que tragam um manto do próprio rei e um cavalo que o rei montou, e que ele leve o brasão[10] do rei na cabeça.
9 Em seguida, sejam o manto e o cavalo confiados a alguns dos príncipes mais nobres do rei, e ponham eles o manto sobre o homem que o rei deseja honrar e o conduzam sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando diante dele: “Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar!”
10 O rei ordenou então a Hamã: “Vá depressa apanhar o manto e o cavalo, e faça ao judeu Mardoqueu o que você sugeriu. Ele está sentado junto à porta do palácio real. Não omita nada do que você recomendou”.
11 Então Hamã apanhou o cavalo, vestiu Mardoqueu com o manto e o conduziu sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando à frente dele: “Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar!”
12 Depois disso, Mardoqueu voltou para a porta do palácio real. Hamã, porém, correu para casa com o rosto coberto, muito aborrecido
13 e contou a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo o que lhe havia acontecido. Tanto os seus conselheiros como Zeres, sua mulher, lhe disseram: “Visto que Mardoqueu, diante de quem começou a sua queda, é de origem judaica, você não terá condições de enfrentá-lo. Sem dúvida, você ficará arruinado!”
14 E, enquanto ainda conversavam, chegaram os oficiais do rei e, às pressas, levaram Hamã para o banquete que Ester havia preparado.

1 O rei e Hamã foram ao banquete com a rainha Ester,
2 e, enquanto estavam bebendo vinho no segundo dia, o rei perguntou de novo: “Rainha Ester, qual é o seu pedido? Você será atendida. Qual o seu desejo? Mesmo que seja a metade do reino, isso lhe será concedido”.
3 Então a rainha Ester respondeu: Se posso contar com o favor do rei, e se isto lhe agrada, poupe a minha vida e a vida do meu povo; este é o meu pedido e o meu desejo.
4 Pois eu e meu povo fomos vendidos para destruição, morte e aniquilação. Se apenas tivéssemos sido vendidos como escravos e escravas, eu teria ficado em silêncio, porque nenhuma aflição como essa justificaria perturbar o rei. 
5 O rei Xerxes perguntou à rainha Ester: “Quem se atreveu a uma coisa dessas? Onde está ele?”
6 Respondeu Ester: “O adversário e inimigo é Hamã, esse perverso”. Diante disso, Hamã ficou apavorado na presença do rei e da rainha.
7 Furioso, o rei levantou-se, deixou o vinho, saiu dali e foi para o jardim do palácio. E percebendo Hamã que o rei já tinha decidido condená-lo, ficou ali para implorar por sua vida à rainha Ester.
8 E voltando o rei do jardim do palácio ao salão do banquete, viu Hamã caído sobre o assento onde Ester estava reclinada. E então exclamou: “Chegaria ele ao cúmulo de violentar a rainha na minha presença e em minha própria casa?” Mal o rei terminou de dizer isso, alguns oficiais cobriram o rosto de Hamã.
9 E um deles, chamado Harbona, que estava a serviço do rei, disse: “Há uma forca de mais de vinte metros[12] de altura junto à casa de Hamã, que ele fez para Mardoqueu, aquele que intercedeu pela vida do rei”. Então o rei ordenou: “Enforquem-no nela!”
10 Assim Hamã morreu na forca que tinha preparado para Mardoqueu; e a ira do rei se acalmou.

1 Naquele mesmo dia, o rei Xerxes deu à rainha Ester todos os bens de Hamã, o inimigo dos judeus. E Mardoqueu foi trazido à presença do rei, pois Ester lhe dissera que ele era seu parente.
2 O rei tirou seu anel-selo, que havia tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu; e Ester o nomeou administrador dos bens de Hamã.
3 Mas Ester tornou a implorar ao rei, chorando aos seus pés, que revogasse o plano maligno de Hamã, o agagita, contra os judeus.
4 Então o rei estendeu o cetro de ouro para Ester, e ela se levantou diante dele e disse:
5 Se for do agrado do rei, se posso contar com o seu favor, e se ele considerar justo, que se escreva uma ordem revogando as cartas que Hamã, filho do agagita Hamedata, escreveu para que os judeus fossem exterminados em todas as províncias do império.
6 Pois, como suportarei ver a desgraça que cairá sobre o meu povo? Como suportarei a destruição da minha própria família?
7 O rei Xerxes respondeu à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Mandei enforcar Hamã e dei os seus bens a Ester porque ele atentou contra os judeus.
8 Escrevam agora outro decreto em nome do rei, em favor dos judeus, como melhor lhes parecer, e selem-no com o anel-selo do rei, pois nenhum documento escrito em nome do rei e selado com o seu anel pode ser revogado.
9 Isso aconteceu no vigésimo terceiro dia do terceiro mês, o mês de sivã. Os secretários do rei foram imediatamente convocados e escreveram todas as ordens de Mardoqueu aos judeus, aos sátrapas, aos governadores e aos nobres das cento e vinte e sete províncias que se estendiam da Índia até a Etiópia. Essas ordens foram redigidas na língua e na escrita de cada província e de cada povo, e também na língua e na escrita dos judeus.
10 Mardoqueu escreveu em nome do rei Xerxes, selou as cartas com o anel-selo do rei, e as enviou por meio de mensageiros montados em cavalos velozes, das estrebarias do próprio rei.
11 O decreto do rei concedia aos judeus de cada cidade o direito de se reunirem e de se prote­gerem, de destruir, matar e aniquilar qualquer força armada de qualquer povo ou província que os ameaçasse, a eles, suas mulheres e seus filhos, e o direito de saquear os bens dos seus inimigos.
12 O decreto entrou em vigor nas províncias do rei Xerxes no décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de adar.
13 Uma cópia do decreto foi publicada como lei em cada província e levada ao conhecimento do povo de cada nação, a fim de que naquele dia os judeus estivessem prontos para vingar-se dos seus inimigos.
14 Os mensageiros, montando cavalos das estrebarias do rei, saíram a galope, por causa da ordem do rei. O decreto também foi publicado na cidadela de Susã.
15 Mardoqueu saiu da presença do rei usando vestes reais em azul e branco, uma grande coroa de ouro e um manto púrpura de linho fino. E a cidadela de Susã exultava de alegria.
16 Para os judeus foi uma ocasião de felicidade, alegria, júbilo e honra.
17 Em cada província e em cada cidade, onde quer que chegasse o decreto do rei, havia alegria e júbilo entre os judeus, com banquetes e festas. Muitos que pertenciam a outros povos do reino tornaram-se judeus, porque o temor dos judeus tinha se apoderado deles.

1 No décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de adar, entraria em vigor o decreto do rei. Naquele dia os inimigos dos judeus esperavam vencê-los, mas aconteceu o contrário: os judeus dominaram aqueles que os odiavam,
2 reunindo-se em suas cidades, em todas as províncias do rei Xerxes, para atacar os que buscavam a sua destruição. Ninguém conse­guia resistir-lhes, porque todos os povos estavam com medo deles.
3 E todos os nobres das províncias, os sátrapas, os governadores e os administradores do rei apoiaram os judeus, porque o medo que tinham de Mardoqueu havia se apoderado deles.
4 Mardoqueu era influente no palácio; sua fama espalhou-se pelas províncias, e ele se tornava cada vez mais poderoso.
5 Os judeus feriram todos os seus inimi­gos à espada, matando-os e destruindo-os, e fizeram o que quiseram com eles.
6 Na cidadela de Susã os judeus mataram e destruíram quinhentos homens.
7 Também mataram Parsandata, Dalfom, Aspata,
8 Porata, Ada­lia, Aridata,
9 Farmasta, Arisai, Aridai e Vaisata,
10 os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus. Mas não se apossaram dos seus bens.
11 Naquele mesmo dia o total de mortos na cidadela de Susã foi relatado ao rei,
12 que disse à rainha Ester: “Os judeus mataram e destruíram quinhentos homens e os dez filhos de Hamã na cidadela de Susã. Que terão feito nas outras províncias do império? Agora, diga qual é o seu pedido, e você será atendida. Tem ainda algum desejo? Este lhe será concedido”.
13 Respondeu Ester: “Se for do agrado do rei, que os judeus de Susã tenham autorização para executar também amanhã o decreto de hoje, para que os corpos dos dez filhos de Hamã sejam pendurados na forca”.
14 Então o rei deu ordens para que assim fosse feito. O decreto foi publicado em Susã, e os corpos dos dez filhos de Hamã foram pendurados na forca.
15 Os judeus de Susã ajuntaram-se no décimo quarto dia do mês de adar e mataram trezentos homens em Susã, mas não se apossaram dos seus bens.
16 Enquanto isso, o restante dos judeus que viviam nas províncias do império, também se ajuntaram para se protegerem e se livrarem dos seus inimigos. Eles mataram setenta e cinco mil deles, mas não se apossaram dos seus bens.
17 Isso aconteceu no décimo terceiro dia do mês de adar, e no décimo quarto dia descansaram e fizeram dessa data um dia de festa e de alegria.
18 Os judeus de Susã, porém, tinham se reunido no décimo terceiro e no décimo quarto dias, e no décimo quinto descansaram e dele fizeram um dia de festa e de alegria.
19 Por isso os judeus que vivem em vilas e povoados comemoram o décimo quarto dia do mês de adar como um dia de festa e de alegria, um dia de troca de presentes.
20 Mardoqueu registou esses acontecimentos e enviou cartas a todos os judeus de todas as províncias do rei Xerxes, próximas e distantes,
21 determinando que anualmente se comemorassem o décimo quarto e o décimo quinto dias do mês de adar,
22 pois nesses dias os judeus livraram-se dos seus inimigos; nesse mês a sua tristeza tornou-se em alegria, e o seu pranto, num dia de festa. Escreveu-lhes dizendo que comemorassem aquelas datas como dias de festa e de alegria, de troca de presentes e de ofertas aos pobres.
23 E assim os judeus adoptaram como costume aquela comemoração, conforme o que Mardoqueu lhes tinha ordenado por escrito.
24 Pois Hamã, filho do agagita Hamedata, inimigo de todos os judeus, tinha tramado contra eles para destruí-los e tinha lançado o pur, isto é, a sorte para a ruína e destruição deles.
25 Mas quando isso chegou ao conhecimento do rei[18], ele deu ordens escritas para que o plano maligno de Hamã contra os judeus se voltasse contra a sua própria cabeça, e para que ele e seus filhos fossem enforcados.
26 Por isso aqueles dias foram chamados Purim, da palavra pur. Considerando tudo o que estava escrito nessa carta, o que tinham visto e o que tinha acontecido,
27 os judeus decidiram estabelecer o costume de que eles e os seus descendentes e todos os que se tornassem judeus não deixariam de comemorar anualmente esses dois dias, na forma prescrita e na data certa.
28 Esses dias seriam lembrados e comemorados em cada família de cada geração, em cada província e em cada cidade, e jamais deveriam deixar de ser comemorados pelos judeus. E os seus descendentes jamais deveriam esquecer-se de tais dias.
29 Então a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mardoqueu escreveram com toda a autoridade uma segunda carta para confirmar a primeira, acerca do Purim.
30 Mardoqueu enviou cartas a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do império de Xerxes, desejando-lhes paz e segurança,
31 e confirmando que os dias de Purim deveriam ser comemorados nas datas determinadas, conforme o judeu Mardoqueu e a rainha Ester tinham decretado e estabelecido para si mesmos, para todos os judeus e para os seus descendentes, e acrescentou observações sobre tempos de jejum e de lamentação.
32 O decreto de Ester confirmou as regras do Purim, e isso foi escrito nos registos.

1 O rei Xerxes impôs tributos a todo o império, até sobre as distantes regiões costeiras.
2 Todos os seus actos de força e de poder, e o relato completo da grandeza de Mardoqueu, a quem o rei dera autoridade, estão registados no livro das crónicas dos Reis da Média e da Pérsia.
3 O judeu Mardoqueu foi o segundo na hierarquia, depois do rei Xerxes. Era homem importante entre os judeus e foi muito amado por eles, pois trabalhou para o bem do seu povo e promoveu o bem-estar de todos.

FONTE:

Ester 1 - Bíblia Online - acf

https://www.bibliaonline.com.br/acf/et/1

Ester 1 - Bíblia Online - nvi

https://www.bibliaonline.com.br/nvi/et/1
coimbra,julho de 2017
carminda neves